S�bado, 04 de julho de 2026, 03:58h
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Hoje, além da renda com a pesca, Arroio São Lourenço e Lagoa dos Patos motivam o crescente turismo local
Arrecadação do campo e os benefícios da estrutura hidrográfica que motivaram a emancipação do município ainda hoje são as principais fontes de injeção de renda local
Belas paisagens, terras férteis e água em abundância. Tudo aquilo que encantou os primeiros habitantes de São Lourenço do Sul e fez a localidade se desenvolver, ainda hoje é a base econômica do município que neste sábado (26), completa 130 anos de emancipação política.
A pecuária dos portugueses foi a primeira fonte de renda local, lá no século XVIII, quando a coroa portuguesa distribuía terras para militares que se destacaram na guerra contra os espanhóis. O coronel José Antônio de Oliveira Guimarães foi um dos militares que recebeu terras, onde de dedicou a pecuária e ergueu uma capela para o santo de sua devoção: São Lourenço. Visionário, também foi ele quem doou áreas para a colonização, firmou contrato com o prussiano Jacob Rheingantz em 1858, para que buscasse na Europa imigrantes para cultivaram as terras doadas.
Desta forma, os primeiros 88 imigrantes vindos da Pomerânia chegaram em 18 de janeiro de 1988 e, poucos anos depois, já eram mais de cinco mil alemães nas terras doadas por Guimarães. Foi assim que, além da pecuária, o território ganhou também a agricultura e um desenvolvimento que aliou a produção do campo aos benefícios oferecidos pela riqueza hidrográfica.
Tornando-se o maior produtor de batatas inglesas da América Latina no século XIX, o porto onde a produção era escoada tornou-se, na mesma época, o maior de navios veleiros no Brasil. Exportando principalmente para Montevidéu e a então capital brasileira, Rio de Janeiro, o constante desenvolvimento fez a freguesia do Boqueirão ser emancipada de Pelotas em 26 de abril de 1884. Porém, a sede do município só passou para a área próxima do Arroio São Lourenço em 15 de fevereiro de 1890. O status de cidade foi alcançado apenas em 31 de março de 1938 no local onde ainda hoje está a área central da cidade.
Se foi a força do campo e as possibilidades hidrográficas que emanciparam o Município, são as mesmas características que ainda hoje mantém a economia local. O campo é responsável por 60% do Produto Interno Bruto (PIB), principalmente com as culturas de fumo, milho, arroz e soja. Pecuária de corte e de leite, além de outras culturas e a crescente produção orgânica completam a riqueza do campo.
Já o turismo, motivado principalmente pela Lagoa dos Patos e o Arroio São Lourenço, corresponde a 20% do PIB, mesmo tendo sua força principalmente nos três meses de veraneio. “Nossa turismo está cada vez mais forte, esta última temporada é histórica, ainda não temos os números mas foi uma das melhores. E o turismo cada vez mais acrescenta em nosso PIB”, comenta o prefeito Daniel Raupp que ainda lembra que as águas oferecem também renda para famílias de pescadores e a produção naval nos tradicional estaleiros as margens do Arroio.
Outros 20% do PIB atual vem da indústria, do comercio e dos serviços. “Nosso comercio também está cada vez mais forte e hoje São Lourenço do Sul é um polo microrregional do comércio”, avalia o prefeito. “É um pouco difícil separar o turismo do comércio, pois um está muito ligado ao outro e o comércio é fortemente beneficiado pelo turismo”, diz o prefeito.
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