Quarta, 01 de julho de 2026, 16:16h




Galerias

Especiais

Jornal Tradição

II Caderno Especial Fenadoce 2019 2019/06

Receitas

Tabule

Assine


Home Cultura e turismo

Cultura e Turismo

19-09-2014

A mulher lourenciana como alma da cultura gaúcha


Foto: Cristian Iepsen Mulheres do Piquete pegam no trabalho pesado na madrugada para prepararem cenário das apresentações da Semana Farroupilha

Piquete composto apenas por mulheres valoriza a cultura gaúcha


Elas não se dizem independentes, tampouco se definem como feministas. Mas têm sim um grande orgulho de serem mulheres, principalmente gaúchas. São mulheres comuns, que se dividem entre trabalho, cuidados com a casa, com a família e ainda encontram tempo para cultuar as tradições do Rio Grande do Sul no Piquete Mulher Gaúcha.



O objetivo é valorizar a cultura gaúcha e principalmente a mulher corajosa e forte que compõe a história do Estado, valores esses fortemente presentes no grupo. Elas não apenas se dedicam as belas apresentações de danças, mas também colocam a mão na massa. Montam cenários e adereços para as apresentações e preparam tudo o que for preciso para cultuar a tradição. Na madrugada da sexta-feira (12), por exemplo, elas finalizaram os preparativos para a Semana Farroupilha e tudo que a envolve. “Nós é que fazemos tudo, colocamos a mão na massa, no serviço pesado mesmo”, conta Taila Jacobsen Serpa, integrante do grupo. Mas Roberta Wille Peter completa: “Se for serviço pesado, pesado mesmo, temos homens que nos ajudam”. Entre risadas, elas dizem: “Não pensa que precisamos de um homem para encilhar o cavalo pra nós”.


Atualmente, são 30 mulheres e sete crianças no Piquete fundado em 3 de abril de 2010, após um rompimento com o Piquete Anita Garibaldi. Na época, o grupo de danças do antigo piquete foi desmembrado, fazendo com que as componentes fundassem o Mulher Gaúcha. E essa história já nasceu da forma mais feminina possível. “Eu estava grávida, internada no hospital e as componentes do grupo foram todas para lá e foi dentro do hospital que resolvemos fundar o Piquete”, lembra Taila. Sem traje, sem nome e estrutura, elas deram um jeito em tudo, utilizaram o nome da dança Mulher Gaúcha que seria apresentada em um evento já agendado e desta forma fundaram o Piquete que hoje é fortemente reconhecido e respeitado na comunidade. “Para nós, estes momentos foram bons, só vieram mais pessoas boas, gente com vontade de trabalhar”, avalia Taila. Colega na fundação, Maiara Peres ainda complementa a amiga: “Isso foi o melhor que poderia nos acontecer”.


Hoje o grupo mantém suas atividades no CTG Galpão da Peonada, que desde o início acolheu a ideia. Da mesma forma, elas se dizem gratas a comunidade e o comércio, que apoiam o grupo para que possam realizar apresentações, atividades dentro da Semana Farroupilha, desfiles a cavalo, jantares e promoções, além da abertura do Reponte, recepção na Expofeira, entre outras atividades.


Entre tantas ações que desenvolvem, as apresentações são os momentos mais marcantes do Piquete. E é neste ponto que entra um homem, Diego Barreto, instrutor de dança do grupo. Junto a tantas mulheres, prepara os espetáculos que sempre traduzem a alma deste grupo, como explica Taila. “Apresentamos músicas na voz de uma mulher. Algo que traduza a alma da mulher gaúcha, forte e corajosa”.


Outras notícias desta editoria

Comentários (0)





Fechar  X

A mulher lourenciana como alma da cultura gaúcha





O Jornal Tradição Regional não se responsabiliza pelo conteúdo do comentário e se reserva ao direito de eliminar, sem aviso prévio ao usuário, aqueles em desacordo com as normas do site ou com as leis brasileiras.


Serão vetadas as mensagens que:


  • Não tratarem do tema abordado na notícia;
  • Sejam repetidas as enviadas pelo mesmo leitor, ainda que com outras palavras;
  • Tenham intenção publicitária, de propaganda partidária, eleitoral ou comercial;
  • Tenham conteúdo ou termos obscenos ou ofensivos;
  • Incentivem racismo, discriminação, violência, medo ou outros crimes;
  • Promovam participação de correntes, spams ou lixo eletrônico.


As opiniões expostas não representam o posicionamento do Jornal Tradição Regional, que não se responsabiliza por eventuais danos causados pelos comentários. A responsabilidade civil e penal pelos comentários é dos respectivos autores. O usuário tem ciência e concorda expressamente com a prerrogativa de restringir quaisquer conteúdos que violem ou que possam ser interpretados como violadores às disposições do presente instrumento.

Enviado com sucesso!

Em breve, o Jornal Tradição
Regional entrará em
contato com vocé.

ok

Fechar  X

A mulher lourenciana como alma da cultura gaúcha


Enviado com sucesso!

ok


Jornal Tradição Regional - O elo da notícia até você.

Av. Imperador Dom Pedro I, 1886, sala 1 - Bairro Fragata - CEP: 96030-350 - Pelotas/RS

E-mail: [email protected] / Telefone: (53) 3281 1514

© Todos os direitos reservados