Quarta, 01 de julho de 2026, 16:16h
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Mulheres do Piquete pegam no trabalho pesado na madrugada para prepararem cenário das apresentações da Semana Farroupilha
Piquete composto apenas por mulheres valoriza a cultura gaúcha
Elas não se dizem independentes, tampouco se definem como feministas. Mas têm sim um grande orgulho de serem mulheres, principalmente gaúchas. São mulheres comuns, que se dividem entre trabalho, cuidados com a casa, com a família e ainda encontram tempo para cultuar as tradições do Rio Grande do Sul no Piquete Mulher Gaúcha.
O objetivo é valorizar a cultura gaúcha e principalmente a mulher corajosa e forte que compõe a história do Estado, valores esses fortemente presentes no grupo. Elas não apenas se dedicam as belas apresentações de danças, mas também colocam a mão na massa. Montam cenários e adereços para as apresentações e preparam tudo o que for preciso para cultuar a tradição. Na madrugada da sexta-feira (12), por exemplo, elas finalizaram os preparativos para a Semana Farroupilha e tudo que a envolve. “Nós é que fazemos tudo, colocamos a mão na massa, no serviço pesado mesmo”, conta Taila Jacobsen Serpa, integrante do grupo. Mas Roberta Wille Peter completa: “Se for serviço pesado, pesado mesmo, temos homens que nos ajudam”. Entre risadas, elas dizem: “Não pensa que precisamos de um homem para encilhar o cavalo pra nós”.
Atualmente, são 30 mulheres e sete crianças no Piquete fundado em 3 de abril de 2010, após um rompimento com o Piquete Anita Garibaldi. Na época, o grupo de danças do antigo piquete foi desmembrado, fazendo com que as componentes fundassem o Mulher Gaúcha. E essa história já nasceu da forma mais feminina possível. “Eu estava grávida, internada no hospital e as componentes do grupo foram todas para lá e foi dentro do hospital que resolvemos fundar o Piquete”, lembra Taila. Sem traje, sem nome e estrutura, elas deram um jeito em tudo, utilizaram o nome da dança Mulher Gaúcha que seria apresentada em um evento já agendado e desta forma fundaram o Piquete que hoje é fortemente reconhecido e respeitado na comunidade. “Para nós, estes momentos foram bons, só vieram mais pessoas boas, gente com vontade de trabalhar”, avalia Taila. Colega na fundação, Maiara Peres ainda complementa a amiga: “Isso foi o melhor que poderia nos acontecer”.
Hoje o grupo mantém suas atividades no CTG Galpão da Peonada, que desde o início acolheu a ideia. Da mesma forma, elas se dizem gratas a comunidade e o comércio, que apoiam o grupo para que possam realizar apresentações, atividades dentro da Semana Farroupilha, desfiles a cavalo, jantares e promoções, além da abertura do Reponte, recepção na Expofeira, entre outras atividades.
Entre tantas ações que desenvolvem, as apresentações são os momentos mais marcantes do Piquete. E é neste ponto que entra um homem, Diego Barreto, instrutor de dança do grupo. Junto a tantas mulheres, prepara os espetáculos que sempre traduzem a alma deste grupo, como explica Taila. “Apresentamos músicas na voz de uma mulher. Algo que traduza a alma da mulher gaúcha, forte e corajosa”.
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