Quarta, 01 de julho de 2026, 16:15h
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Na terra natal de Barbosa Lessa, o nativismo está presente no cotidiano dos moradores da 1ª Capital Farroupilha. A bombacha é peça obrigatória no guarda-roupa desde a infância, e o chimarrão desfila de mão em mão, mesmo no ambiente de trabalho e independente da profissão.
A cuia, a bomba, e a térmica estão no ponto de táxi, no balcão entre os comerciários, no passeio sem pretensão, durante a preparação das refeições e nas tardes e noites de lazer na praça Inácia Machado da Silveira, onde a enorme cuia que fornece água quente em tempo integral sintetiza a paixão pelo costume do pago que é berço da tradição. “E quando setembro vem chegando, se aprochega a gauchada, Piratini te espera com rodeio e carne assada”. É apenas mais um verso entre tantos que colocam a Semana Farroupilha aqui promovida entre as maiores do Estado.
O centro de Eventos Erni Alves, homenagem póstuma dada a outro símbolo do regionalismo do garrão do Brasil e orgulho para quem nasceu em Piratini, fervilha este ano durante nove dias.
Para onde a vista alcançou, um vai e vem frenético de milhares de pessoas vindas de vários rincões para apreciar a infinidade de atrações ofertadas pelo evento aguardado com grande expectativa durante toda a primeira metade do ano.
Uma estrutura elogiável sob todos os aspectos e que a cada edição se amplia, aumentando também a responsabilidade da comissão organizadora.
De todas as noites de programação para o palco do Rio Grande, onde as estrelas contratas se apresentaram, quando o cardápio de artistas foi divulgado já foi possível detectar que a segunda seria a mais esperada. E assim foi. Ênio Medeiros e Délcio Tavares foram coadjuvantes de luxo para que Mano Lima levasse milhares ao êxtase quando voltou a ser contratado para a festa depois de ter deixado uma lacuna em 2013 que precisava novamente ser preenchida.
E foram tantos Sapucai, grito festivo e campeiro emanados pela massa, que ele ao finalizar a primeira canção elogiou: “É uma alegria voltar a cantar pra vocês. Ano passado não vim, e Semana Farroupilha sem Piratini pra mim não é completa. Por isso, esse ano botei a mão na rédea e o pé no estrivo, campeei a volta, alteei a perna e saltei pra cima, e agora me apresento voluntário na Capital Farroupilha”.
Com o verso improvisado, foi novamente ovacionando, mantendo a animação por uma hora e quinze minutos, tempo que durou o show e a energia emanada do chucrismo campeiro contido em suas letras, que quem conhece um pouco da lida do campo se identifica com o que é cantado pelo artista.
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