Quarta, 01 de julho de 2026, 16:17h
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“Dei um golpe na guaiaca num tirão a queima bucha, e fui lá em Piratini compra uma pilcha gaúcha. Mas que estampa de bagual, onde vais com essas encilhas? É que eu estou me preparando pra Semana Farroupilha”. Este é o verso inicial da música Se Preparando que, além de virar, de certa forma, um hino no mês de setembro, é usada como peça de marketing pela mídia para anunciar o evento ano a ano.
Cantada pelo artista da casa Cristiano Quevedo, ela não escapa ao repertório que sobe ao Palco do Rio Grande no Centro de Eventos Erni Alves, por onde desfilam todas as atrações da festa.
Já é tradição: ou Cristiano Quevedo fecha, ou abre o evento. Em 2014, foi o último show da primeira noite de atrações. Após a apresentação, ele recebeu o JTR no camarim, para uma rápida entrevista antes de pegar novamente a estrada, que não dá trégua ao músico e sua banda no mês de setembro.
Aos 38 anos de idade, 20 de carreira, e 12 CDs gravados, ele admite que o palco da sua terra natal ainda o deixa nervoso e ansioso. “Ainda sinto um frio na barriga. Foi aqui onde tudo foi pensado lá no passado, tanto para mim e o que eu buscaria como cantor, como o futuro do Estado com a revolução. O sonho deste evento se tornar grande se confunde com o meu de ser um artista de renome e levar para outros palcos pelo Rio Grande e, fora dele, a nossa cultura e essa história que já foi e continua a ser escrita com os movimentos tradicionalistas”, disse Quevedo, que é visto atualmente como o principal responsável por projetar o município em prosas e versos contidos em suas letras.
Um dos momentos mais aplaudidos do show, e que Cristiano Quevedo conseguiu novamente trazer a massa presente consigo, foi quando executou “Guri do Campo”, letra do também piratiniense Juarez Machado de Farias e Vasco Veleda. A canção tem todo um simbolismo especial. Ele conta o motivo. “A letra foi feita em 1992 no meu apartamento, quando os dois moravam na Casa do Estudante em Pelotas e, ali foi musicada pelo meu amigo Diego Espíndola, ganhando mais tarde o Festival Nativista de Canguçu. Deste então, grudou em mim e, quando pego um violão, em uma roda de amigos, é a que eu gosto de cantar”, concluiu.
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