Quarta, 01 de julho de 2026, 16:00h
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Em 2014, foram 180 cavalarianos, inclusive com a presença de participantes de oito outras cidades da região
Uma história que começou em 1982, quando levaram para o desfile o tema “Trajes Típicos e a Moradia Tradicional do Gaúcho”, introduzindo ali, no festejo maior da data máxima do tradicionalismo, as alegorias em desfiles farroupilha em Piratini. De lá para cá, o Resto de 35 acumulou vitórias, sendo supercampeão com 32 títulos (somados os vice-campeonatos), em 33 anos. Este ano, o tema” Contrabandista” foi o responsável pelo 14º campeonato fundado por Marcial Guastucci, que mais tarde teve a adição do irmão Vagner Guastucci (Patorra), que escrevem os roteiros vitoriosos do piquete apatronado por Fernando Lucas.
Em 2014, foram 180 cavalarianos, inclusive com a presença de participantes de oito outras cidades da região, o que, segundo o vice-patrão, Vagner Guastuci, coloca o 35 entre os maiores da Região Sul.
Na avenida, o Resto de 35 contou a história do contrabando, atividade ilícita histórica, mas que também ajudou a escrever uma parte da cultura no Rio Grande do Sul.
Entre as diferenças do atual e do antigo, está a tecnologia. Antes era contrabandeado perfume, seda, sapatos, cavalos, couro e outros. “Tinha até padroeiro”, registra Patorra, se referindo a São Jerônimo, que protegia os responsáveis pelo vai e vem nas fronteiras, com a missão de enganar a fiscalização aduaneira. “O carro chefe do contrabando era o amor roubado, a paixão proibida”, brinca o roteirista, ao lembrar que passar com a mulher do outro pela fiscalização também era um desafio.
Da criação à apresentação do que convenceu os jurados do desfile farroupilha na terra de Barbosa Lessa, muito estudo para fidelizar o tema. Para isso, Patorra conta que houve uma profunda pesquisa, um mergulho em livros e contos envolvendo, inclusive, os filhos de aduaneiros.
Quanto ao segredo para tantos e seguidos títulos, Guastucci acredita que organização, competência, conhecimento da cultura e a amizade e parceria forte entre os integrantes estão entre os elementos que levam ao sucesso.
Como ponto negativo, ele aponta a falta de incentivo financeiro para que as entidades possam elevar a qualidade no que é apresentado. “O prêmio para o campeão foi de R$ 500 e o gasto que tivemos para fazer o desfile deste ano foi em torno de R$ 7.000”, informou.
Confira o resultado:
1º Lugar- Resto de 35
2º lugar- Querência Chucra
3º lugar- Vieira da Cunha
Melhor Patrão- Dário Nunes-Herdeiros da Tradição-
Melhor Ronda Crioula- Vieira da Cunha
Melhor Piquete na busca da Chama Crioula- Rastro de Farrapos
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