Ter�a, 30 de junho de 2026, 19:26h
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As obras de duplicação da BR-116/392, no trecho que liga Pelotas a Rio Grande, têm o objetivo de valorizar o desenvolvimento da Região Sul do Estado, cumprindo exigências ambientais e sociais estabelecidas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), responsável pelo empreendimento. A adequação de capacidade e melhorias operacionais das duas rodovias está dividida em quatro lotes, tendo início na avenida Portuária de Rio Grande, seguindo o traçado paralelo à rodovia já existente até Pelotas, pela BR-392, e incluindo o contorno da cidade até a ponte sobre o Arroio Pelotas, na BR-116. Este cenário de 84,3 km é composto por ambientes de caráter natural, como formações de campos secos e úmidos, banhados, marismas e pequenas extensões de mata nativa, típicos do bioma Pampa. Incluem-se ainda corpos d’água, como o arroio Pelotas, canal São Gonçalo, lagoa dos Patos, arroio Bolacha e saco da Mangueira. Toda obra de infraestrutura rodoviária, para ser licenciada, precisa da realização de um Estudo de Impacto Ambiental e um respectivo Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) de acordo com a resolução nº 01/1986 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). O EIA das obras de duplicação da BR-116/392 foi elaborado pelo DNIT no ano de 2004. No documento consta um diagnóstico do meio físico, biótico e socioeconômico da região onde está sendo instalado o empreendimento, bem como uma avaliação dos impactos ambientais nesses meios. O EIA também aponta os programas ambientais a serem desenvolvidos para evitar, mitigar e/ou compensar os impactos ambientais previstos para o empreendimento. “O trabalho da equipe de Gestão Ambiental é balizado pela necessidade permanente de adequar o processo construtivo às exigências da licença ambiental e da legislação brasileira garantindo o desenvolvimento do cronograma das obras e também a conformidade do empreendimento às condicionantes da licença de instalação”, explicou a coordenadora setorial da Gestão Ambiental da BR-116/392, Renata Freitas. Os dados obtidos pelos programas desenvolvidos nas obras de duplicação da estrada resultaram em um livro educativo sobre a fauna da região, que visa disponibilizar informações sobre os animais que habitam os municípios de Pelotas e Rio Grande. Lançado durante a Feira do Livro pelotense, no mês de novembro, o livro Nossos Bichos: guia dos animais da região de Pelotas e Rio Grande é uma iniciativa do próprio DNIT, através da ação da empresa Serviços Técnicos de Engenharia S.A., sendo escrito por Angélica Freitas e ilustrado por Odyr Bernardi. A proposta mescla informações científicas com uma linguagem simples e bem humorada para levar ao conhecimento do público em geral, em especial estudantes e professores, as características, os hábitos e o habitat desses animais. Além dos textos e ilustrações, o livro também conta com um conjunto de fotografias realizadas por profissionais que atuam na área de meio ambiente na região. O livro não tem finalidade comercial, e vai ser distribuído de forma gratuita, com direcionamento para as bibliotecas das escolas de Pelotas e Rio Grande. Além disso, também foram desenvolvidos outros matérias, como jogos da memória e do Passa Bicho, a história em quadrinhos Mão-pelada em: por um punhado de butiás, os desenhos para colorir e os cartões postais. Campanhas Desde maio de 2011, 23 campanhas de monitoramento de espécies bioindicadores já foram realizadas. Os levantamentos acontecem de dois em dois meses e já contabilizaram 24 espécies de anfíbios, 16 espécies de mamíferos, 31 espécies de répteis e 144 espécies de aves. Dos registros de mamíferos, três são classificados como vulneráveis a extinção no Rio Grande do Sul: gato-do-mato-grande (Leopardus geoffroyi), lontra (Lontra longicaudis) e veado-catingueiro (Mazama guazoubira). Espécies exóticas de mamíferos também foram registradas, como chital (Axis axis), lebre-europeia (Lepus europeus) e java-porco (Sus scrofa). Das espécies de aves, 15 foram observadas como sendo migratórias. Os resultados dos programas de monitoramento de fauna são parciais e podem alterar com andamento de novas amostragens. No entanto os resultados apresentados podem servir de subsídios para alavancar outras ações, além das já previstas para o empreendimento, que visem à conservação das espécies da fauna e a manutenção da biodiversidade da região.
Redator: Assessoria de Imprensa
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