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29-04-2011

Longevidade: Dona Catuia morre aos 111 anos


O símbolo da longevidade no município de Canguçu, Presolina Coelho, mais conhecida como dona Catuia, morreu na manhã de domingo de Páscoa (24), aos 111 anos de idade, conforme dados da sua carteira de identidade. Quem era Dona Catuia Uma lição de vida, muitas histórias para contar, um sorriso no rosto, sinal de vitalidade e de que tudo, até agora, valeu a pena. Com estas palavras é possível descrever um pouco quem era dona Catuia. De coração tranqüilo e com uma saúde de dar inveja a muitos, ela vivia em Canguçu e sua história de vida misturava-se com a do município. Entre tantas recordações ela lembrava do início de Canguçu. �?�Quando cheguei aqui era tudo vazio, a maioria das pessoas moravam para fora, mas consegui trabalho na casa de uma dona que na época pagava muito bem�?�, disse ela em uma entrevista concedida ao jornal Diário Popular, em 2008. Ela morava no interior e foi para a cidade quando perdeu o marido, pois precisava sustentar as duas filhas. Conversar com dona Catuia era como estar em uma aula de história. A memória ainda viva e o exemplo emocionavam quem estava ao lado dela. Simpática, contava todas as lembranças de um tempo que não voltaria mais e rindo da situação, lembrava de quando viu pela primeira vez um automóvel. �?�Estávamos eu e minha prima lá fora e quando vimos nos assustamos e saímos correndo porque nunca tinha visto nada igual�?�, recordou. A receita para tanta longevidade Dona Catuia vivia sozinha em uma casa na cidade. Era vizinha da neta, que, quando necessário, ajudava. Problemas de saúde muito poucos e a receita para tanto bem-estar vinha dela: �?�Não pode parar de trabalhar, tem que ocupar a cabeça e não pensar bobagem. Claro que um chazinho ajuda também�?�, salientou naquela época. A força de vontade e a saúde lhe davam condições de continuar fazendo o que mais gostava: cozinhar, cuidar da horta, lavar louça e roupa. Além da rotina caseira não deixava de fazer a caminhada diária. �?�Saio todos os dias e caminho duas quadras. Não dá pra ficar parada se não a gente enferruja�?�, brincava.


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