Segunda, 29 de junho de 2026, 11:19h
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Uma terra que valoriza as tradições gaúchas. Isso também faz parte da história de Morro Redondo, não apenas como município, mas também anteriormente, ainda como distrito de Pelotas. E foi através de um grupo de dança, coordenado pela professora Nara Antunes Leite, que o tradicionalismo deu seus primeiros passos e originou o CTG Cancela Grande. Este ano, a entidade comemorou os seus 40 anos de fundação. Quem conta essa história é o patrão do CTG, Edo Elmar Ropke, e a principal posteira artística, Angélica Milech. Com as atividades a todo o vapor, em 2014 foi criada a invernada Xiru e, este ano, a invernada Dente de Leite. Com essas, o CTG soma um total de cinco invernadas, que ainda incluem a Mirim, Mini Mirim e Juvenil. Isso resulta em aproximadamente 90 integrantes.
De acordo com Angélica, a invernada, através do tradicionalismo, tenta trabalhar também os aspectos sociais. O preço que os integrantes pagam, segundo ela, é irrisório. “O transporte é a Prefeitura que paga, as roupas foi o Executivo que deu, o instrutor de danças, a partir do mês de junho, também será a cargo da Prefeitura. Ou seja, temos o apoio do município. Não fica nada no CTG, mas é um apoio enorme para as famílias”, relata Angélica. Foi, inclusive, através do apoio da Prefeitura que foi possível a realização do que, por enquanto, é chamado de Galpão Cultural, localizado próximo ao museu da cidade e ao lado do Centro de Eventos. Se estuda utilizar o local para os ensaios de uma das invernadas menores, já que, como explica Ropke, uma das principais dificuldades ainda é a distância, pois a sede do CTG fica a 8 quilômetros da cidade. Mesmo assim, há integrantes dos mais diversos pontos de Morro Redondo. Após a conclusão do já citado galpão, a ideia é fazer melhorias também na sede do CTG e, se tudo correr bem, garantem, até o 20 de Setembro essas melhorias, que incluem banheiros, cozinha e copa, que devem estar, ao menos, parcialmente prontas.
Os ensaios acontecem uma vez por semana, com exceção da invernada Xiru, que chega a ensaiar três vezes na semana. Para Ropke, que integra a invernada Xiru, o trabalho funciona como terapia. “Tu fazes um grupo de amizade e esquece de problemas pessoais e profissionais. Isso ajuda na nossa saúde mental. Criamos um ambiente muito bom”, diz ele, sendo completado por Angélica: “Arrisco dizer que somos uma família”.
Outro aspecto destacado pelos dois é que, em todos os aniversários de Morro Redondo, a Campeira sempre desfilou, e isso não foi diferente em 2015. Em 2014, o CTG também se apresentou na Fenadoce. Foi também no ano passado a primeira vez que a instituição ganhou um título, um terceiro lugar em uma competição.
Estreia de pilcha e presença no aniversário do município
No sábado, um jantar apresentou a nova pilcha da invernada Mini Mirim. A ocasião teve algumas surpresas, e ainda uma homenagem para todas as mães. O jantar foi realizado no Galpão Cultural. .
40 anos de história
A história do CTG começa em 1973, quando um grupo de alunos do Colégio Bonfim inicia, sob a coordenação da então professora de matemática Nara Leite, as primeiras atividades tradicionalistas do município, através de um grupo de danças gaúchas. O grupo frequentou CTGs da região levando o nome do município.
O 1° patrão do CTG foi Valter Henrique Patzlalff. Já em 1975, quem assume o comando do Centro é o 2° patrão do CTG, Wilson Waltzer. Paulo Leite também assumiu como patrão por um período devido a afastamento temporário de outro patrão.
Neste mesmo ano, a entidade é oficialmente registrada, em 11 de março de 1975, e recebe do Movimento Tradicionalista Gaúcho sua honraria como entidade apta a desenvolver as suas atividades artísticas, campeiras e culturais.
Mas as atividades são interrompidas, e o recomeço rebrota somente na década de 90, tendo como 3° patrão da entidade Verno Hackbart, que realizou, no dia 29 de março, juntamente com a sua patronagem, um domingo crioulo para inaugurar a sede social e campeira, localizada no Passo do Valdez, doado pelo patrão de honra do CTG, Erico Bender, e sua esposa, Diná Bender.
O próximo a assumir a patronagem do CTG é um professor. Como 4° patrão, Martin Büttow esteve a frente da entidade durante três períodos, sendo o patrão que mais tempo esteve no comando do CTG.
Em 1995, quem assume o comando é também um dos filhos do Cancela, que participou dos principais momentos da história do CTG, entre eles a realização do 1° Festival da Carne e do Chopp: Rubem de Souza. Também foi patrão o então vereador Neri Leal.
Na sequência, outro incentivador, apoiador e apaixonado da cultura gaúcha assume o Cancela: Nadir Fonseca. Já em 2003, é a vez de Cleiton Bender assumir como patrão.
Em 2009, após um período de atividades artísticas suspensas, a nova patronagem assume um sério e árduo compromisso. E assim, a exatos cinco anos, as invernadas artísticas do CTG são erguidas novamente, através de Ederson Rogéio Rosler. Na sequencia, quem tem a difícil tarefa de manter os trabalhos anteriores, é o então patrão Fabiano Müller.
Por fim, a atual patronagem é de Edo Elmar Ropke.
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