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15-05-2015

CTG completa 40 anos valorizando tradição gaúcha em Morro Redondo 


Foto: Dieiçon Ribeiro Estreia de pilchas invernada Mini Mirim

Uma terra que valoriza as tradições gaúchas. Isso também faz parte da história de Morro Redondo, não apenas como município, mas também anteriormente, ainda como distrito de Pelotas. E foi através de um grupo de dança, coordenado pela professora Nara Antunes Leite, que o tradicionalismo deu seus primeiros passos e originou o CTG Cancela Grande. Este ano, a entidade comemorou os seus 40 anos de fundação. Quem conta essa história é o patrão do CTG, Edo Elmar Ropke, e a principal posteira artística, Angélica Milech.  Com as atividades a todo o vapor, em 2014 foi criada a invernada Xiru e, este ano, a invernada Dente de Leite. Com essas, o CTG soma um total de cinco invernadas, que ainda incluem a Mirim, Mini Mirim e Juvenil. Isso resulta em aproximadamente 90 integrantes. 


De acordo com Angélica, a invernada, através do tradicionalismo, tenta trabalhar também os aspectos sociais. O preço que os integrantes pagam, segundo ela, é irrisório. “O transporte é a Prefeitura que paga, as roupas foi o Executivo que deu, o instrutor de danças, a partir do mês de junho, também será a cargo da Prefeitura. Ou seja, temos o apoio do município. Não fica nada no CTG, mas é um apoio enorme para as famílias”, relata Angélica.  Foi, inclusive, através do apoio da Prefeitura que foi possível a realização do que, por enquanto, é chamado de Galpão Cultural, localizado próximo ao museu da cidade e ao lado do Centro de Eventos. Se estuda utilizar o local para os ensaios de uma das invernadas menores, já que, como explica Ropke, uma das principais dificuldades ainda é a distância, pois a sede do CTG fica a 8 quilômetros da cidade. Mesmo assim, há integrantes dos mais diversos pontos de Morro Redondo. Após a conclusão do já citado galpão, a ideia é fazer melhorias também na sede do CTG e, se tudo correr bem, garantem, até o 20 de Setembro essas melhorias, que incluem banheiros, cozinha e copa, que devem estar, ao menos, parcialmente prontas. 



Os ensaios acontecem uma vez por semana, com exceção da invernada Xiru, que chega a ensaiar três vezes na semana. Para Ropke, que integra a invernada Xiru, o trabalho funciona como terapia. “Tu fazes um grupo de amizade e esquece de problemas pessoais e profissionais. Isso ajuda na nossa saúde mental. Criamos um ambiente muito bom”, diz ele, sendo completado por Angélica: “Arrisco dizer que somos uma família”. 


Outro aspecto destacado pelos dois é que, em todos os aniversários de Morro Redondo, a Campeira sempre desfilou, e isso não foi diferente em 2015. Em 2014, o CTG também se apresentou na Fenadoce. Foi também no ano passado a primeira vez que a instituição ganhou um título, um terceiro lugar em uma competição. 


Estreia de pilcha e presença no aniversário do município


No sábado, um jantar apresentou a nova pilcha da invernada Mini Mirim. A ocasião teve algumas surpresas, e ainda uma homenagem para todas as mães. O jantar foi realizado no Galpão Cultural. .


40 anos de história


A história do CTG começa em 1973, quando um grupo de alunos do Colégio Bonfim inicia, sob a coordenação da então professora de matemática Nara Leite, as primeiras atividades tradicionalistas do município, através de um grupo de danças gaúchas. O grupo frequentou CTGs da região levando o nome do município.


O 1° patrão do CTG foi Valter Henrique Patzlalff. Já em 1975, quem assume o comando do Centro é o 2° patrão do CTG,  Wilson Waltzer. Paulo Leite também assumiu como patrão por um período devido a afastamento temporário de outro patrão.


Neste mesmo ano, a entidade é oficialmente registrada, em 11 de março de 1975, e recebe do Movimento Tradicionalista Gaúcho sua honraria como entidade apta a desenvolver as suas atividades artísticas, campeiras e culturais.


Mas as atividades são interrompidas, e o recomeço rebrota somente na década de 90, tendo como 3° patrão da entidade Verno Hackbart, que realizou, no dia  29 de março, juntamente com a sua patronagem, um domingo crioulo para inaugurar a sede social e campeira, localizada no Passo do Valdez, doado pelo patrão de honra do CTG, Erico Bender, e sua esposa, Diná Bender.


O próximo a assumir a patronagem do CTG é um professor. Como 4° patrão, Martin Büttow esteve a frente da entidade durante três períodos, sendo o patrão que mais tempo esteve no comando do CTG.


Em 1995, quem assume o comando é também um dos filhos do Cancela, que participou dos principais momentos da história do CTG, entre eles a realização do 1° Festival da Carne e do Chopp: Rubem de Souza. Também foi patrão o então vereador Neri Leal.


Na sequência, outro incentivador, apoiador e apaixonado da cultura gaúcha assume o Cancela:  Nadir Fonseca. Já em 2003, é a vez de Cleiton Bender assumir como patrão.


Em 2009, após um período de atividades artísticas suspensas, a nova patronagem assume um sério e árduo compromisso. E assim, a exatos cinco anos, as invernadas artísticas do CTG são erguidas novamente, através de Ederson Rogéio Rosler. Na sequencia, quem tem a difícil tarefa de manter os trabalhos anteriores, é o então patrão Fabiano Müller. 


Por fim, a atual patronagem é de Edo Elmar Ropke. 


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