Segunda, 29 de junho de 2026, 11:19h
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O Museu de Morro Redondo quer resgatar a história dos bailes do município. O projeto é em parceria com a Associação Amigos da Cultura de Morro Redondo, através de seu presidente, Lauro Rodrigues, e com a UFPel, por intermédio da faculdade de Museologia, a cargo do professor Diego Ribeiro.
Ribeiro falou que o que os visitantes viram durante a festa é uma pequena amostra da história para despertar as pessoas e as fazerem colaborar. “Estamos coletando fotos dos bailes e de instrumentos musicais daquela época, sobretudo com a colaboração de idosos”, conta. Ele agradeceu ao trabalho que o presidente da Associação Amigos da Cultura de Morro Redondo, Lauro Rodrigues, vem desempenhando desde a coleta deste material até o escaneamento das fotos que foram expostas ao público. Ele também agradeceu a todo o trabalho da diretoria. “No dia 12 de maio, o Ervino Buttow, acompanhado de músicos da Banda Farroupilha, esteve tocando instrumentos que animaram o público visitante, fazendo com que cada um queira participar da história, colaborando da forma que puder. A cada doação, poderemos contar mais e mais a história desse povo”, disse Ribeiro. “O tema não foi sugerido por nós da faculdade, mas sim através de depoimentos de vários senhores que relataram que os bailes foram grandes acontecimentos importantes da história da cidade.”
Ribeiro comentou com alegria que a comunidade, ao olhar as fotos, está conhecendo as pessoas. Algumas, inclusive, estão se vendo nas próprias fotos. Outros materiais também poderão ser doados para esta exposição, como os banquetes que eram servidos, as bebidas e outros objetos que possam caracterizar como eram os bailes antigos. O professor reforça que não necessariamente somente materiais e fotos dos bailes antigos, mas também dos bailes de agora podem ser doados, já que o Museu conta história do passado até o presente, pois em cada época a história evolui e em cada tempo as coisas mudam. “O que hoje é recente e novo daqui a alguns anos será passado, e por isso precisamos que as pessoas, ao entregarem um objeto para o acervo bibliográfico, nos relatem dados daquele momento que ficará registrado no Museu com o seu nome e a história, seja da foto ou do objeto.”
Ele ressalta, ainda: “Não adianta somente ficar falando que antigamente era de uma forma e não vir contar para o Museu. Grandes partes da história, como o caso desses bailes, ficaram somente na memória dos mais antigos. Por isso, a memória precisa ser viva, reavivada, celebrada, e o Museu é o lugar para isso, porque a maioria dos jovens de hoje não sabem como era a realidade antigamente.” Ribeiro deixa ainda um convite para que todos visitem o museu, que está de portas abertas todos os sábados.
A exposição faz parte da 13ª Semana de Museus, que acontece durante o mês de maio, em todo o Brasil, com o tema Museus para uma Sociedade Sustentável. Para o futuro, Ribeiro citou que está em estudo a possibilidade de se firmar uma parceria com a faculdade de Turismo da UFPel para que se avance o turismo de Morro Redondo.
O professor espera que mais pessoas da comunidade possam se aproximar do Museu, já que ainda existem muitos que desconhecem o papel e importância que têm para a comunidade. “Juntamente com a Associação, estamos estipulando um planejamento para que possamos nos aproximar cada vez mais das pessoas”, declarou.
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