Segunda, 29 de junho de 2026, 00:58h
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Secretário César Pinz projeta integração com as diversas etnias que compõem o município
Com apenas um mês à frente da Secretaria de Cultura, Turismo, Juventude e Mulheres, o novo secretário teve em junho deste ano um dos maiores desafios de sua carreira: organizar uma programação comemorativa ao aniversário da cidade e que contemplasse os diversos segmentos presentes no município. Para quem acha que a tarefa de César Pinz foi fácil, vale lembrar que Canguçu possui o maior número de comunidades quilombolas reconhecidas na região, ao todo são 15 comunidades, além de ser também um dos berços da cultura pomerana no Estado. O município conta ainda com uma tribo indígena em seu território e vários assentamentos da reforma agrária. As imigrações germânicas e italianas deram aos habitantes um sotaque peculiar e temperaram a gastronomia característica da região.
O titular buscou entidades e departamentos parceiros para organizar o cronograma de atividades, que inclui shows, palestras, bailes, desfiles, concursos e, principalmente, a participação dos variados grupos étnicos locais. Em entrevista ao JTR, ele destacou o envolvimento da comunidade na preparação dos eventos. “Fiquei impressionado positivamente. Imaginava que teríamos mais dificuldades, mas o apoio dos canguçuenses foi muito grande”, avalia.
Do período em que atuou em sala de aula, ele carrega a capacidade de ouvir e a vocação para o diálogo. Graduado em matemática, o titular trabalhou por 15 anos como professor e diretor de escola. Em 2014, se licenciou para assumir a Secretaria Municipal de Obras, Trânsito e Serviços Urbanos, cargo que exerceu até m-arço deste ano. A mudança para a área da Cultura trouxe novas expectativas e o entendimento de que lidar com as diferenças será uma de suas principais responsabilidades à frente da pasta. “Algumas cidades gaúchas são conhecidas por uma atividade ou por uma cultura específica. Em Canguçu é diferente. Acredito que a diversidade seja nosso fator cultural mais relevante”, opinou.
Trajetória
César Pinz dos Santos tem 38 anos e possui graduação em Matemática pela Universidade Católica de Pelotas (UCPel). Natural de Iguatemi, 2° Distrito, viveu até os sete anos na zona rural. Sua família tem origem pomerana, assim como uma significativa parcela de canguçuenses. Antes de se tornar secretário atuou como professor e diretor de escola. A formação acadêmica em matemática contrasta com uma emblemática limitação enfrentada na juventude. “Eu tinha muita dificuldade em lidar com os números”, confidencia com humor. O gosto pelas ciências exatas veio mais tarde, na Escola Técnica Canguçu, com as aulas do professor Ingmar Krüger. “Era uma didática e uma metodologia de ensino diferenciadas que me ajudaram muito”, recorda Pinz, que também cursou Química no Instituto Federal Sul-Rio-grandense (IFSUL/Pelotas). Dos anos difíceis da infância – quando vendia picolé nas ruas para ajudar a família – ficou uma lição de vida e um profundo respeito às classes que lutam por melhores condições. Tal aprendizado, segundo ele, será sempre levado em conta no seu modo de agir e pensar a prática administrativa onde atua.
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