Domingo, 28 de junho de 2026, 22:57h
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Morreu, na tarde de terça-feira (30), no Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Piratini, o tradicionalista Sadi dos Santos Guastucci. Ele tinha 75 anos e a causa da morte foi uma infecção pulmonar. Há 15 anos, devido a um acidente vascular cerebral, ele estava em uma cadeira de rodas.
Além da viúva, Loali, e de dois netos, Guastucci deixa três filhos: Sátia, Vagner e Marcial. Este último, em meio aos preparativos para o velório do pai, falou do legado deixado por ele.
Segundo Marcial, seu pai foi um dos maiores incentivadores do tradicionalismo, por apostar sempre na juventude ao ser patrão por, no mínimo, seis oportunidades, do CTG 20 de Setembro, a primeira delas em 1975. “Além da gurizada, ele mantinha junto a si o gaúcho campeiro. Isso se refletiu também no Piquete Reste de 35, onde eu fui o primeiro patrão, mas sempre o tive ao meu lado auxiliando e incentivando, tanto que a entidade já tem quase 40 anos e ainda é um piquete onde a juventude predomina”, conta.
À frente do 20 de Setembro, Guastucci teve uma importância ainda maior ao ser responsável por construir o Galpão de Rondas, situado ao lado do espaço de bailes, onde ainda lúcido pediu para ser velado.
Marcial relata que ali, até então, era apenas um espaço de nove metros quadrados onde na parte externa os gaúchos se reuniam para tocar gaita. “Ele conseguiu uma verba junto à Secretaria de Cultura do Estado e então a primeira parte foi erguida. Em 1984, quando novamente foi patrão, ampliou e concluiu a obra”, relembra.
Mesmo não sendo o que o gaúcho chama de “uma pessoa muito estudada”, já que cursou somente até a 7ª série, o saudoso apreciava muito a arte e a cultura do Rio Grande do Sul. Era laçador e costumava levar os filhos para os rodeios e envolvê-los em todas as atividades de cunho tradicionalista.
Emocionado, Marcial disse que, após a doença do pai, não foi a mais do que três rodeios sozinho. “Parei de acompanhar. Foi algo que travei dentro de mim”. –
Dos ensinamentos, o tradicionalismo fica em segundo plano, já que o ser humano deixa para os filhos muito mais que aquilo que o pago sulino cultiva. “Ele sempre priorizou o próximo, tanto que ficou pobre ajudando os amigos e é isso que levo comigo”, concluiu.
O sepultamento de Sadi dos Santos Guastucci ocorreu às 15h de quarta-feira (1º), no Cemitério Municipal.
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