Domingo, 28 de junho de 2026, 06:13h
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Na manhã de terça-feira (25), representantes de diversos órgãos estiveram reunidos na Secretaria de Cultura e Turismo a fim de tratar sobre o desfile de 20 de setembro e as provas campeiras realizadas durante os festejos da Semana Farroupilha. O debate girou em torno dos impactos da doença de mormo e as possíveis ameaças de disseminação da doença e riscos para a saúde pública.
Após fazerem avaliações, as entidades decidiram pelo cancelamento do desfile dos cavalarianos e das provas campeiras, porém afirmaram que a Semana será marcada por atividades internas em suas sedes locais.
Ao final do encontro foi produzida uma nota de esclarecimento à comunidade. Participaram da reunião os representantes do CTG Lanceiros da Querência, Fabiano Caetano e Júlio César Vieira; os representantes do CTG Rincão da Fronteira, Cláudio Renato Santos, Paulo Leite, André Braga, Juliano da Silva e Fernando Moraes; o representante do Piquete General Osório, Ten. Borba; o representante do Ministério da Agricultura, Flávio Ramalho; o representante da Inspetoria Veterinária; Ênio Rigatti e os representantes da Prefeitura, Alencar Porto, Celso Caetano e Eugênio Di Primio.
Saiba mais sobre a doença:*
O mormo
Registrado pela primeira vez no Rio Grande do Sul, o mormo é uma bactéria que ataca equinos e seres humanos. A gravidade da enfermidade se dá por vários motivos. O primeiro é que não há vacina para combatê-la. Uma vez diagnosticado o animal como positivo, a única saída é seu sacrifício. Mais grave ainda é que ela pode ser transmitida para o ser humano e também não há cura, em 100% dos casos leva a morte. As principais implicações são febre, úlceras na mucosa nasal, descarga nasal purulenta ou sanguinolenta, abscessos nos linfonodos e dispneia.
Situação atual no Estado
Desde o primeiro caso em Rolante foram realizados cerca de 6 mil exames em todo o RS. Dos exames realizados, 11 deram positivo (suspeito) e foram encaminhadas novas coletas para contraprova no laboratório oficial do Ministério da Agricultura em Pernambuco, que ainda não retornaram. As suspeitas foram registradas em diferentes regiões do Estado como Litoral Norte, Fronteira Oeste e no Noroeste. Não havendo nenhum caso positivo no período de seis meses desde o primeiro foco, o Estado pode requerer ao Ministério da Agricultura retorno do status anterior de livre do mormo, sem mais ter a necessidade de exigir o exame, prazo esse que se encerra no início de dezembro.
*Informações da Secretaria de Agricultura do Governo do Estado
Redator: Assessoria de Imprensa
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