S�bado, 27 de junho de 2026, 22:42h
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Piquete composto apenas por mulheres e conhecido pela atuação na preservação da história, principalmente das mulheres gaúchas
Valorizando a cultura, mulheres se unem em piquete para manter viva a tradição
Fortes e corajosas. Assim são tantas as mulheres da história do Rio Grande do Sul e assim são tantas mulheres de hoje em dia. Tantas, como as integrantes do Piquete Mulher Gaúcha de São Lourenço do Sul, que dividem o tempo entre trabalho, família e a cultura gaúcha.
Com o objetivo de valorizar a cultura e justamente a mulher corajosa e forte que compõe a história do Estado, as lourencianas fundaram em 3 de abril de 2010 o piquete que atualmente tem 30 integrantes, além de cinco crianças. A fundação do grupo foi após rompimento com o antigo piquete Anita Garibaldi. Na época, o grupo de danças do piquete foi desmembrado, fazendo com que as componentes fundassem o Mulher Gaúcha, que nasceu junto do mais significativo momento para a mulher. “Eu estava grávida, internada no hospital e as componentes do grupo foram todas para lá e foi dentro do hospital que resolvemos fundar o piquete”, lembra Taila Jacobsen Serpa. Elas agilizaram tudo para uma apresentação que estava marcada com o antigo grupo e assim surgiu o Mulher Gaúcha, hoje reconhecido e respeitado na comunidade. “Para nós, estes momentos foram bons, só vieram mais pessoas boas, gente com vontade de trabalhar”, avalia Taila. Colega na fundação, Maiara Peres complementa a amiga: “Isso foi o melhor que poderia nos acontecer”.
O grupo é conhecido por belas apresentações que dão destaque para a mulher “É sempre uma música na voz de uma mulher, sempre algo que traduza a alma da mulher gaúcha, forte e corajosa”, diz Taila. Além disso, elas integram-se a outras várias ações na comunidade, assim como na Semana Farroupilha do CTG Galpão da Peonada, que desde o início as acolheu. E estas mulheres colocam a mão no trabalho pesado. Pregam, serram, martelam, tudo para preparar cenários e adereços para as tão aplaudidas apresentações.
Este ano, com o cancelamento do Desfile Farroupilha para evitar a proliferação do Mormo, elas novamente estão prontas para fazer história. Junto de dois outros piquetes, o Sem Frescura e Casa Nova, preparam um desfile a pé, para a manhã do 20 de setembro. “Não é o dia do cavalo, é o dia do gaúcho. E gaúcho também anda a pé. Não podemos deixar passar em branco”, diz Taila.
Redator: Tradição Regional
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