S�bado, 27 de junho de 2026, 21:06h
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A histórica Piratini, sede do governo Farroupilha durante os movimentos revolucionários de 35, ficou novamente lotada de turistas e munícipes para acompanhar o tradicional desfile de cavalarianos de 20 de Setembro.
Há 180 anos, tropas revolucionárias comandadas por Bento Gonçalves, Onófre Pires e Gomes Jardim invadiam Porto Alegre, ensejando o decênio farroupilha. Para representar essa ação, todo o Estado teve desfiles temáticos, porém, a maioria deles foi reduzido devido à doença do Mormo, que impediu a participação de muitos cavalarianos.
"Os farrapos tem bandeira, também tem hino e brasão; Tem marinha e tem fazenda, tem o futuro na mão". Assim, o cantor piratiniense Cristiano Quevedo descreve brilhantemente a participação do município na Guerra dos Farrapos, na música Piratini, a Primeira Capital.
Neste ano, nove entidades do município participaram do desfile oficial, que excepcionalmente teve organização do Poder Executivo. Segundo avaliou o presidente da Comissão Organizadora, Alex Matos, "Piratini superou barreiras, auxiliando no exame dos animais e impedindo que a tradição se perdesse".
Já o prefeito, Vilso Agnelo da Silva Gomes, foi além e destacou o sucesso da festividade com a vinda de piquetes de outros municípios. "Em cidades da região que não houve desfile, entidades pediram para participar da nossa festa e foram prontamente atendidas. Foi algo que abrilhantou ainda mais nossa festividade", enalteceu.
O tradicional piquete Resto de 35 não participou do desfile oficial, porém entrou na avenida logo após os demais, encerrando com chave de ouro uma festa marcada pela história e tradição no berço farrapo.
Arte abriu Desfile de Cavalarianos
O Grupo de Artes EncenAção foi o primeiro a desfilar pelas avenidas Maurício Cardoso e Gomes Jardim. Trajados com as vestimentas dos farroupilhas, eles carregaram a bandeira do Rio Grande do Sul e entoaram o Hino Rio-grandense.
A passagem do EncenAção foi marcada por salvas de palmas dos expectadores, que ficaram encantados em reencontrar na avenida heróis revolucionários como Bento Gonçalves da Silva, Onófre Pires, Antônio de Sousa Neto, Gomes Jardim, Giuseppe Garibaldi, Anita Garibaldi, Joaquim Teixeira Nunes e tantos outros republicanos que lutaram em defesa do Rio Grande do Sul.
De invasão a Revolução
Os motivos foram muitos, porém o alto preço sobre produtos exportados pelo Rio Grande do Sul ganhou a fama de “causador” da Revolução. A tomada de Porto Alegre em 20 de setembro de 1835 deu início ao movimento de uma década que transformaria o Rio Grande do Sul em um país.
Antônio de Souza Neto foi o “Proclamador da República Rio-Grandense”. A vitória no Seival e a euforia do fervoroso republicado piratiniense Manoel Lucas de Oliveira tiveram grande importância na decisão de Neto.
A partir daí, a revolução passou a ser uma guerra entre duas nações, Brasil e Rio Grande do Sul. Contudo, os dez anos de conflitos armados trouxeram desgastes à República e por fim, um honroso tratado de paz foi assinado entre imperiais e republicanos.
Piratini ficará para a história e há quem diga que mesmo nos dias atuais ainda sopram-se ventos republicanos na Capital da República Rio-Grandense.
Redator: Tradição Regional
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