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Cultura e Turismo

13-11-2015

Teatro Esperança, em Jaguarão, será reinaugurado


Foto: Fernanda Barbier Projeto de restauro é assinado pelo arquiteto Wiliam Pavão e a obra foi executada pela empresa Marsou Engenharia

Jaguarão viverá um momento histórico hoje (13) quando será entregue à comunidade o Teatro Esperança, totalmente restaurado. Único na cidade, o espaço é considerado um templo das artes que abriga expressões artísticas da região e do país vizinho. 


Além da cerimônia que marca a reinauguração, estão confirmados os shows musicais de Shana Muller e Ângelo Franco, e de Serginho Moah e banda, vocalista da banda Papas da Língua.   



Conforme a Prefeitura, o evento terá início às 19h, quando a atividade estará aberta para aqueles que portarem convite, sendo autoridades locais, regionais, nacionais e também do Uruguai, além de representantes de diversas entidades e setores da sociedade, entre eles, sindicato de trabalhadores, cooperativas e escolas.


Na tarde de terça-feira (10), o prefeito Cláudio Martins confirmou que a partir das 19h30 as portas do Teatro serão abertas à população em geral, que poderá acompanhar o grande momento de reinauguração, observada a capacidade máxima do local. 


O evento é uma realização da Prefeitura de Jaguarão em parceria com o Espaço Cultural La Mancha e Sociedade Independente Cultural (SIC). 


O Teatro: 


O Teatro Esperança começou a ser construído em 1887 e foi inaugurado dez anos depois. É apontado como o terceiro mais antigo do Estado, precedido pelo Teatro Sete de Abril, de Pelotas, e pelo Teatro São Pedro, de Porto Alegre. É reconhecido, do mesmo modo, no cenário nacional, por sua qualidade acústica.


O prédio, tombado por seu valor histórico pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado desde o ano de 1990, passou recentemente à tutela e proteção também do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.


A construção desponta entre os belos acervos arquitetônicos do centro da cidade, tombada nacionalmente por seu conjunto histórico e paisagístico, contemplando mais de 800 prédios e uma área de entorno.


O porte da casa de espetáculos traduz a expansão econômica que vivia Jaguarão no final do período oitocentista e princípios do século XX, por sua vez refletida na fase áurea da construção civil e no engajamento da sociedade com a movimentação cultural e artística do país.


A cidade estava no roteiro das companhias que se apresentavam no Rio de Janeiro, Porto Alegre e Pelotas, e seguiam para Montevidéu e Buenos Aires. Por sua localização estratégica e importância política na região, recebeu peças de autores de renome, como adaptações de Shakespeare traduzidas, Alexandre Dumas, José de Alencar, Lobo da Costa, entre outros, conforme atestam os jornais locais.


Outro aspecto interessante, é que o espaço se adaptava à realização de espetáculos circences. Para tanto, removiam-se as cadeiras e o piso da plateia, cujo tablado era móvel, e esta se transformava em picadeiro.


A obra: 


A obra teve início em 2010 e contou com recursos do PAC Cidades Históricas e do governo federal, com um investimento total de cerca de R$ 6 milhões, gerando trabalho e renda para muitas famílias. No período de restauro foram contratados 60 funcionários diretos e 15 indiretos. 


Conforme informações do escritório técnico da Secretaria de Planejamento, a 1ª etapa da obra gerenciada pelo IPHAN, que ocorreu em 2010 e 2011, envolveu o restauro da cobertura, restauro do forro de estuque, do piso das galerias e sistemas de proteção de descargas atmosféricas (SPDA).


Em 2012, foi dado início a 2ª etapa da obra, que foi gerenciada pela Prefeitura e teve investimentos de R$4.634.198,06. Nessa etapa, finalizada em 2015, foram realizados o restauro do palco, camarins, piso da plateia, forro das galerias, escadas de madeira, restauro do foyer das lojas, reforma nos banheiros com acessibilidade, construção da escada de incêndio, iluminação e sonorização.


Ainda segundo os dados da Secretaria de Planejamento, em outubro deste ano foi executado e aprovado o Plano de Prevenção Contra Incêndio (PPCI), um investimento de R$ 88.993,20. 


O projeto de restauro do Teatro Esperança é assinado pelo arquiteto Wiliam Pavão e a obra foi executada pela empresa Marsou Engenharia. 


Redator: Assessoria de Imprensa



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