Quinta, 25 de junho de 2026, 17:54h
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(da esq. p/ a dir.): Arthur Silva, Jairo Umberto, Rosangela Spironello, Ronaldo Ostermann e Joaquim Cruz
A história de uns dos pontos turísticos mais frequentados do município está contada nas 80 páginas do livro “Pedreira do Capão do Leão - Fragmentos de uma história revelados através de registros fotográficos (1912-2012)”, impresso pela editora da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).
O rico acervo fotográfico e histórico do livro faz parte da monografia de conclusão do curso de Geografia de Jairo Umberto Pereira Costa, que desde jovem vivenciou a degradação da estrutura física de uma das principais jazidas de pedra do município responsável pela construção dos Molhes do Porto, em Rio Grande, considerada como a maior obra hidráulica do Brasil.
Com a orientação da professora Draª Rosangela Lurdes Spironello e do fotógrafo Ronaldo Ostermann, o livro revela histórias fragmentadas através de registros fotográficos em um século de história que levam o leitor para uma viagem do passado ao presente, preservando as características imortalizadas pelo tempo.
O livro relata como era produzida a energia na época, o trabalho dos operários para transportar os enormes blocos de pedra até os molhes de Rio Grande pela ferrovia, a formação da localidade denominada “Cerro do Estado”, suas moradias, a vida escolar dos filhos de operários e o clube social frequentado na época. O livro conta, sobretudo, a história de um povo desbravador que contribuiu para o desenvolvimento da região sul e da criação de Capão do Leão.
“Fiquei muito empolgada com todo esse acervo disponível. Entendemos que um livro seria a maneira ideal de publicação para conservarmos o valor histórico de uma comunidade em formação, portanto, decidimos, em comum acordo, publicarmos essa obra que traz um rico material fotográfico e de pesquisa”, disse Rosangela. Ostermann acompanhou todo o processo de levantamento fotográfico em Rio Grande e fez um contraponto entre as imagens do passado e as imagens atuais, mostrando claramente a destruição do local e seus efeitos na natureza.
O diretor de acervo do Instituto Histórico de Capão do Leão, Arthur Silva, elogiou o trabalho de Costa, Rosangela e Ostermann. Segundo ele, o trio estava inspirado no momento da elaboração do texto, da escolha das fotos e do acabamento final do livro. “Retratar esse conteúdo centenário é um presente que eles estão deixando para Capão do Leão e às gerações futuras. Está maravilhoso”, concluiu.
Para o historiador e professor Joaquim Cruz, ler a história da pedreira do Cerro do Estado é fascinante, ainda mais quando o protagonista de parte desta história é o próprio escritor, auxiliado por dois grandes profissionais. “Eu achei o livro simplesmente fantástico. Pessoas que gostam de ler sobre nossa origem, quais contribuições que franceses, norte-americanos e ingleses deram para o desenvolvimento de nossa terra. Vale a pena ler e pesquisar”, acrescentou Cruz.
Redator: Tradição Regional
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