Quinta, 25 de junho de 2026, 01:58h
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Local escolhido foi a praça da Emancipação
No sábado (21), foi realizado o evento que fez parte da 14ª Semana de Museus, abordando o tema “Museus e Paisagens Culturais”, tendo como local escolhido a praça da Emancipação, localizada no bairro Eurico Fiss, em Morro Redondo.
O trabalho conjunto nasceu com a pesquisa das professoras Rutinha Feldens e Valéria Feldens, além do professor Wilson Feldens, sobre a história da praça. O professor Diego Ribeiro falou que esse trabalho foi discutido também no “Café Com Memórias”, que abordou durante alguns encontros o tema da água e se juntou ao trabalho de pesquisa dos professores sobre o ponto de vista de ecologia.
Já o Museu contribuiu para juntar os dois segmentos com o tema museus e paisagem, e a ideia, segundo Ribeiro, foi levar o Museu para fora, deixando de ser um local fixo e passando a ocupar a paisagem ao ar livre.
O professor comentou que foi ouvida a história da água do município, de como era coletada, armazenada, quais eram seus usos (lavar roupa, tomar banho, fazer comida) e esse conhecimento surgiu através de depoimentos de vários moradores e, principalmente, dos idosos. “A praça é o início da nascente de água que vai em direção ao Passo do Valdez, possui um poço de água e tanques que estão abandonados, por isso pretendemos, com o tempo, resgatar essa história tão importante do município”, diz.
O público pôde conhecer o “Zé da Sanga” e as diversas formas de captação e utilização da água no passado morro-redondense, além de visitar a exposição itinerante do Museu Histórico de Morro Redondo, montada na praça. Os moradores constataram que é preciso preservar esse local, por ser uma paisagem cultural e um patrimônio da cidade. O “Zé da Sanga” esteve presente para rememorar a dificuldade de obtenção de água no passado, mas ficará também para lembrar que no presente é necessário cuidar deste local e projetar um tratamento da rede de esgotos para o futuro da cidade. A água potável é um recurso natural que pode acabar se a população não despertar para a necessidade de evitar a poluição e a contaminação ambiental.
Durante o evento, houve muita música, através do professor Wilson Feldens, do Grupo Musical Sempre Alegre, por intermédio de Evaldo Thiel e Ilda Thiel, além da performance musical de Ervino Buttow e convidados.
O evento recebeu o apoio da Associação Amigos da Cultura e de seu diretor, Lauro Rodrigues; da Associação dos Quilombolas de Morro Redondo; Büttow Materiais de Construção; Colégio Estadual Nosso Senhor do Bonfim; Escola Municipal de Ensino Fundamental Alberto Cunha; Grupo Musical Dó Ré Mi; Grupo Canto e Dança: Música e Educação Ambiental; Grupo Musical “Sempre Alegre”; Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) - Paróquia Morro Redondo; Laboratório de Ensino e Pesquisa em Antropologia e Arqueologia da Universidade Federal de Pelotas (LEPAARQ - UFPel); Museu da Imigração - Morro Redondo; Prefeitura de Morro Redondo; Projeto de Extensão da UFPel: “Museu Morro-Redondense - Espaço de Memórias e Identidades”, sob coordenação do professor Diego Ribeiro; e da Terapia Ocupacional da UFPel, através do professor Rodrigo Vital e de Tâmara Dittgen.
Redator: Tradição Regional
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