Quarta, 24 de junho de 2026, 23:44h




Galerias

Especiais

Jornal Tradição

II Caderno Especial Fenadoce 2019 2019/06

Receitas

Tabule

Assine


Home Cultura e turismo

Cultura e Turismo

03-06-2016

Especial JTR: Doces cristalizados fazem parte da cultura doceira de Pelotas


Foto: JTR Marcelo Leal e César Sias trabalham na produção dos doces e visitantes da Feira podem conhecer o método de produção

A fábrica de doces Dona Zilda, especializada em doces cristalizados, está localizada no centro da Cidade do Doce


Quem caminha pela Fenadoce se depara com doceiros trabalhando no centro da chamada Cidade do Doce. Os grandes tachos a vapor comportam frutas que, em seguida, se tornam doces muito apreciados na região. A fábrica Dona Zilda, especializada em doces cristalizados, está instalada no local para que os visitantes da Feira possam conhecer o método de produção e comprar assim que o produto estiver pronto.



A mulher que originou e deu nome à fábrica, conhecida como dona Zilda, começou a produzir doces em 1943, na colônia Santo Amor. Um de seus filhos, César Sias, é colaborador da empresa e relata a história da produção. “Aquelas colônias precisavam se unir para sobreviver nas condições adversas. Os colonos se agrupavam, cada um produzia uma coisa, faziam escambo e acabavam sobrevivendo e formando uma renda para a família”, explica. “Descendente de alemães e italianos, minha mãe trouxe na sua bagagem cultural essa sabedoria de pegar frutas produzidas em determinada época e preservar na forma de compotas, schimiers ou doces cristalizados”, conta Sias, lembrando que ainda não havia acesso à refrigeração na época.


O tempo não mudou a forma de fazer o produto: “embora se tenha uma empresa industrial, todo o doce é feito de forma muito artesanal, seguindo a tradição”, diz Sias. Segundo ele, saber a receita não é o suficiente: são detalhes que impedem a fruta de açucarar, o cozimento adequado na calda, a quantidade de açúcar natural e de água em cada fruta, o terreno de onde a fruta foi colhida, o jeito de manusear, o ponto certo. Todos estes fatores, e outros, precisam ser atentados. Para ele, “saber usar cada detalhe dá ao produto uma qualidade final diferenciada”.


Atualmente, fazer esses doces tem um significado diferente. Aquilo que representava uma das formas de estocar alimento se tornou parte da cultura vinda da colônia e adotada por moradores de toda a região. Doces cristalizados, passas, doces em massa, schimiers, são todos vendidos para fazer parte das mesas não só de Pelotas, mas também de Porto Alegre e região Sul. A fábrica conta com aproximadamente oito funcionários produzindo durante o ano inteiro, e está com dois quiosques na Fenadoce.


Conhecimento passado adiante
O doceiro Marcelo Moreira Leal começou a trabalhar na fábrica como faxineiro e, aos poucos, foi aprendendo as técnicas doceiras com dona Zilda. “Ela me explicava quando tinha um tempo vago, e quando os doceiros tiravam férias, eu ficava no lugar. Ela tinha toda a calma. Nas primeiras vezes que fiz deu errado, mas fui insistindo, aprendendo e aprimorando”, conta. Na Fenadoce, começou como carregador de caixas, depois limpava e arrumava as frutas até que, por volta de cinco anos atrás, assumiu o posto de doceiro da fábrica. Ele ressalta que fazer o doce ao vivo na Feira é uma forma de chamar o público para comprar o produto, pois muitos optam por levar o doce após observar a produção.


Redator: Tradição Regional



Outras notícias desta editoria

Comentários (0)





Fechar  X

Especial JTR: Doces cristalizados fazem parte da cultura doceira de Pelotas





O Jornal Tradição Regional não se responsabiliza pelo conteúdo do comentário e se reserva ao direito de eliminar, sem aviso prévio ao usuário, aqueles em desacordo com as normas do site ou com as leis brasileiras.


Serão vetadas as mensagens que:


  • Não tratarem do tema abordado na notícia;
  • Sejam repetidas as enviadas pelo mesmo leitor, ainda que com outras palavras;
  • Tenham intenção publicitária, de propaganda partidária, eleitoral ou comercial;
  • Tenham conteúdo ou termos obscenos ou ofensivos;
  • Incentivem racismo, discriminação, violência, medo ou outros crimes;
  • Promovam participação de correntes, spams ou lixo eletrônico.


As opiniões expostas não representam o posicionamento do Jornal Tradição Regional, que não se responsabiliza por eventuais danos causados pelos comentários. A responsabilidade civil e penal pelos comentários é dos respectivos autores. O usuário tem ciência e concorda expressamente com a prerrogativa de restringir quaisquer conteúdos que violem ou que possam ser interpretados como violadores às disposições do presente instrumento.

Enviado com sucesso!

Em breve, o Jornal Tradição
Regional entrará em
contato com vocé.

ok

Fechar  X

Especial JTR: Doces cristalizados fazem parte da cultura doceira de Pelotas


Enviado com sucesso!

ok


Jornal Tradição Regional - O elo da notícia até você.

Av. Imperador Dom Pedro I, 1886, sala 1 - Bairro Fragata - CEP: 96030-350 - Pelotas/RS

E-mail: [email protected] / Telefone: (53) 3281 1514

© Todos os direitos reservados