Quarta, 24 de junho de 2026, 22:57h
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Já se tornou tradição na Feira Nacional do Doce o café colonial oferecido pelos Doces Crochemore. O visitante tem direito a degustar à vontade um buffet livre os mais diversos produtos da empresa. Doces em calda, schimiers, geleias, ambrosia, doce de coco, cristalizados, compotas de pêssego e figo, figada, pessegada e goiabada, além de pães, cucas, bolachas, bolos e torta de frutas. Tudo isso faz parte da produção da família, que desde 1740 fabrica doces na região de Pelotas.
Marta Crochemore é uma das sócias da empresa familiar. Suas filhas, Ane e Catarine Crochemore, são a terceira geração que começa, agora, a assumir o negócio.
Para Ane, a Feira “é uma maneira de divulgar tanto a cidade de Pelotas quanto o nosso doce”. Os produtos Crochemore acabam, segundo ela, representando a história do município. Além disso, diz achar que “tem uma cultura muito rica aqui, e o pessoal acaba conhecendo o resto da cidade por vir na Fenadoce”.
Ane já trabalha há aproximadamente três anos com a tele-entrega dos produtos, o que começou como um extra no atendimento e veio a ser o foco de sua atuação, com uma clientela fiel. Ela também leva os doces até a feira ao lado do Clube Brilhante, nas terças-feiras.
Trazendo uma inovação à tradição da família, Catarine está participando da produção de cerveja artesanal, junto a seu primo Lucas Crochemore. O projeto ainda está em fase de testes, mas já tem nome: Biere de Garde. Apesar de ainda não estar sendo comercializado, fez parte da Fenadoce através da oficina de Harmonização de Cervejas Artesanais com Doces de Pelotas, ministrada pelo músico e colunista da Revista da Cerveja, Sady Homrich.
Marta conta que a tradição dos doces feitos em tachos vem da época da Pelotas colonial, com o estabelecimento dos alemães, italianos e franceses. Enquanto os doces de origem portuguesa costumavam servir os senhores das estâncias na cidade, os agricultores encontraram formas de conservar as frutas e, assim, suprir suas mesas.
A sócia ressalta que a empresa se mantém familiar, mesmo com a contratação de funcionários. “Dá para manter a qualidade porque a gente está sempre junto, desde a produção até a venda”, explica ela. “Não pode perder a característica, senão já não é a mesma coisa. Mesmo com a tecnologia e indústria, ele sempre vai ter o sabor caseiro.”
O café colonial está aberto até o final da Fenadoce, para quem quiser provar este sabor. O cliente paga R$ 43 e pode comer à vontade. Crianças até sete anos não pagam e de oito a 14 anos pagam metade. O horário de funcionamento é das 15h30 às 21h30 em dias úteis e das 12h às 21h30 nos sábados, domingos e feriados.
Redator: Tradição Regional
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