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06-06-2016

Especial JTR: Selo garante qualidade e procedência do doce pelotense


Foto: JTR Equipe da Associação dos Produtores de Doces de Pelotas está disponível para receber visitantes na Fenadoce

A Associação dos Produtores de Doces de Pelotas foi criada em 2006 com um objetivo: “proteger o legado dos doces produzidos na cidade”. Para isso, põe em prática o projeto de Identificação de Procedência, no qual cada doce tradicional recebe um selo de autenticidade. Originada do trabalho conjunto entre empresários do setor doceiro municipal e a equipe do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE/RS), a Associação vem garantindo a qualidade dos produtos para impedir que imitações se passem por doces de receita original. Sua presidente é Maria Helena Lubke Jeske, também dona da Imperatriz Doces Finos.


Como de costume, o quiosque da Associação está aberto para receber o público nesta edição da Feira Nacional do Doce. A doceira Luciana Moreira, integrante da Associação, considera a Fenadoce um ponto turístico que serve para atrair, mostrar o que há de bom na cidade, além de ser uma rica fonte de renda e emprego.



Andressa Cruz Souza é estudante de Gestão de Cooperativas no Campus Visconde da Graça do Instituto Federal Sul-rio-grandense (CAVG/IFSul), em Pelotas. Há sete meses entrou para a Associação como estagiária, buscando experiência e conhecimento prático para realizar seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Ela fala a respeito do selo e conta que a experiência na Fenadoce está sendo ótima. “Quando a gente está na universidade, só vê o teórico, então fazer esse estágio está me ajudando bastante a fazer o TCC. Eu fiquei apaixonada pela utilização do selo, por oferecer [um produto] com qualidade e, ao mesmo tempo, preservar a história do doce de Pelotas”, diz.


A aplicação do selo de autenticidade é feita através do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), e para obtê-lo, a empresa deve ser membro da Associação dos Produtores de Doces de Pelotas, obedecer aos processos de produção estabelecidos, cumprir o regulamento técnico, além de submeter-se aos controles anuais para garantir que a qualidade se mantém e que as exigências estão sendo seguidas. Também deve ser uma empresa da região Sul do Estado.


Hoje, a Associação conta com 13 empresas associadas: Delícias Portuguesas, Imperatriz Doces Finos, Pastel Santa Clara, V&N Doces Artesanais, Doces Dodó, Doces e Delícias de Pelotas, Doce Mona Lu, Doces Santa Clara, Dona Xica, Mestre Kuka, MultiDelícias de Pelotas, Pérola Doces Finos e Tuca Doces. Algumas já possuem o certificado em alguns itens, enquanto as outras estão passando pelo processo de certificação.


Os doces certificados são o bem-casado, quindim, ninho, camafeu, papo de anjo, olho de sogra, pastel de Santa Clara, panelinha de coco, trouxas de amêndoas, fatia de Braga, queijadinha, broinha de coco, beijinho de coco, amanteigado e doces cristalizados. A respeito da importância de o produto ter o selo de autenticidade, Luciana exalta: “esse doce ninguém consegue imitar. É um doce padronizado, com qualidade”.


Para rastrear a procedência de um doce certificado, basta entrar no site docesdepelotas.org.br e digitar o código impresso no selo da embalagem. Andressa explica que, ao fazer os doces, as doceiras lançam no sistema a data do lote. Assim, é possível conferir se o produto está dentro do prazo de sete dias de validade. Também deve constar o material utilizado, além de outras informações. As empresas associadas estão com quiosques na Fenadoce para que os visitantes possam provar os mais variados doces e comprovar seu valor. 


Redator: Tradição Regional



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