Ter�a, 23 de junho de 2026, 21:36h
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Prédios históricos estarão abertos à visitação para o público, também sediando diversas atividades culturais
“Ó abre alas que eu quero passar”, cantava Chiquinha Gonzaga na virada do século XVIII para o XIX. De lá para cá, as mulheres travaram diversas lutas por direitos, numa busca insaciável pela igualdade de gêneros e, atualmente, mais do que nunca, essa luta é presente no nosso dia a dia. É nesse contexto feminista contemporâneo, abrindo alas para as mulheres que fizeram e fazem história, que a quarta edição do Dia do Patrimônio pretende dar voz a essas personagens históricas - principalmente as pelotenses.
Com o tema “Ocupação Feminina”, o evento, que começa hoje (19) e se estende até domingo (21), tem uma programação recheada de arte e atividades lúdicas, como oficinas, exposições, rodas de conversa, prédios históricos disponíveis à visitação e peças teatrais. A celebração é promovida pela Secretaria de Cultura de Pelotas (Secult) e, segundo o material de divulgação, “convida a comunidade a uma investigação sobre o protagonismo feminino nas artes, nas ciências, na educação, na política e no esporte”.
Diele Thomasi, uma das organizadoras do evento, em entrevista ao JTR disse que a “a intenção do evento é reconhecer conquistas, valorizar a luta diária de mulheres de ontem e hoje nas mais diversas áreas”. Numa rápida olhada na programação, se percebe que a intenção do protagonismo feminino foi levada a sério: boa parte da programação é feita por mulheres. Ainda de acordo com a organizadora, as atividades foram escolhidas através de propostas pela comunidade, de forma voluntária.
Quando questionada sobre a representatividade negra e indígena, Diele esclareceu que o Dia do Patrimônio também leva em conta a luta desses povos. “Na programação, por exemplo, há a atividade da feira de artesanato indígena e quilombola, onde o que é produzido por essa pessoas será comercializado e exposto na intenção de promover um diálogo entre culturas”, disse.
De forma geral, o evento - que inclui ações em espaços como a Bibliotheca Pública Pelotense, o Museu do Doce, o Mercado Central, o Parque Museu da Baronesa, a Estação Férrea, a Casa Las Vulvas, o Clube Caixeiral, o Conservatório de Música, e o Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo -, tem como objetivo conhecer e reconhecer a cultura e o patrimônio material, artístico e cultural de Pelotas, levando todos para dentro destes locais a fim de vivenciá-los. A programação é gratuita, e está disponível no site da Prefeitura de Pelotas.
Bandeirolas pela cidade
Nos últimos dias, pelotenses e visitantes puderam perceber um colorido diferente pelas ruas da cidade. Mais de 40 bandeirolas foram afixadas, identificando os espaços públicos e os tipos de tombamento dos prédios históricos que participam do evento, com os seguintes significados:
- Bandeira verde: federal;
- Vermelha: estadual;
- Azul escuro: municipal;
- Amarela: imóvel inventariado;
- Azul claro: participação.
Redator: Tradição Regional
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