Ter�a, 23 de junho de 2026, 02:41h
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Ator e professor Daniel Furtado dá vida ao solo de dança-teatro que homenageia o escritor gaúcho Caio F.
Uma estreia e um segundo dia de apresentação “impecáveis”, com público atento. Foram assim definidos o sábado (29) e domingo (30) marcados pelo lançamento do solo de dança-teatro “Sem Ana”, baseado no conto de Caio Fernando Abreu, “Sem Ana, Blues”, com concepção e atuação de Daniel Furtado. O espetáculo faz parte do projeto “20 Anos sem Caio”, uma homenagem ao escritor gaúcho Caio Fernando Abreu, falecido em 1996.
O solo tem como base a linguagem da dança-teatro, onde texto, movimento, dança e interpretação se fundem para contar a história. O texto fala sobre o amor, a perda e o sempre difícil recomeço, e o espetáculo busca, através de uma montagem intimista, que valoriza o contato direto com o público, falar diretamente aos corações dos espectadores, expondo experiências e emoções que são comuns a todos nós.
O Projeto
“20 Anos sem Caio” é um projeto com patrocínio do fundo municipal de Cultura de Pelotas - Procultura e, além do espetáculo, empreendeu outras ações em Pelotas e região. A primeira foi o Seminário 20 anos sem Caio F., realizado em uma parceria com a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e a Universidade Federal de Rio Grande (FURG), em dois dias do mês de setembro, em Pelotas e Rio Grande, e que contou com oficinas, palestras e mesas-redondas sobre os textos e as cenas teatrais decorrentes da obra de Caio.
Outra ação foi a publicação do livro Do Texto à Cena - Transcriações da obra de Caio Fernando Abreu, que analisa a obra e as adaptações para o palco dos textos de Caio. O livro está à venda durante a 44ª Feira do Livro de Pelotas, no estande da Livraria Vanguarda, e terá sessão de autógrafos na quarta-feira (9), às 19h.
O espetáculo
O trabalho é fruto de uma longa pesquisa, tanto nas áreas de teatro e dança, como em adaptações de textos narrativos para a cena - ou transcriações, termo usado na dissertação de mestrado de Daniel Furtado, realizada na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), publicada agora em livro. Para o ator, que também é professor no curso de Teatro da UFPel, “a passagem de um texto narrativo para a cena teatral é mais amplo e complexo que uma adaptação. Trata-se de um processo de criação, de tradução entre linguagens diferentes, a literária e a do palco, daí transcriação, termo criado por Haroldo de Campos para se referir à tradução poética”.
O espetáculo, que tem assistência de direção de Maria Falkembach, cenário de Helene Sacco e produção executiva de June Martino, terá ainda mais duas datas: neste sábado (5) e domingo (6), às 20h, na sala Carmem Biasoli, rua Almirante Tamandaré, nº 301, no Porto de Pelotas. A entrada é franca, mas os ingressos são limitados, apenas 40 por sessão, e as senhas devem ser retiradas meia hora antes do início do espetáculo.
Com informações da Assessoria de Imprensa
Redator: Tradição Regional
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