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Cultura e Turismo

18-11-2016

Morro Redondo: Café com Memórias trata sobre como era o Natal antigamente


Foto: Diones Forlan/JTR Antigos costumes natalinos foram relembrados no encontro

 


O Café com Memórias do Museu de Morro Redondo, realizado no dia 11, tratou sobre como era o Natal antigamente no município. Vivências em grupo utilizando atividades sensoriais foram realizadas a partir de músicas natalinas, da decoração do pinheirinho, degustação de alimentos, encenação do uso dos objetos museológicos, com auxílio de professores e alunos da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).



Outro fator presente foi a terapia ocupacional, que entrou em cena através do trabalho realizado por Tâmara Dittgen, que fez com que todos participassem ativamente. Os idosos narraram inúmeras memórias a partir do tacho de cobre, mexedor, descascador de pêssegos, compota de pêssego, máquina manual para biscoitos e o procedimento de decoração que envolvia toda a família ao entorno da mesa. Contaram também de que maneira escolhiam e enfeitavam o pinheiro, utilizando velas que eram acesas na véspera do Natal, após o culto.


Alguns detalhes e curiosidades da época


O pinheiro de Natal era de verdade, com pinheiro natural e enfeites de bolinhas, sendo que a grande tendência era enfeitar a árvore um dia antes do Natal. Doces feitos no tacho levavam em média duas horas para ficar prontos, cozinhados no fogo de chão, e usava-se limão para limpar o tacho. A chimia era guardada em potes de cerâmica, usava-se máquina de moer carne para moer as frutas. Papai Noel era marcante nas igrejas e distribuía doces que eram oportunizados por doações do comércio local e de membros das igrejas, e a festa do Natal durava dois dias: uma semana antes do Natal famílias se reuniam para fazer bolachinhas, e um dia antes colocava-se o merengue nas bolachas, outros itens que faziam parte das confraternizações, cucas, pato, porco e ganso assado. Churrasco era raro, presentes as pessoas não ganhavam, o Natal era o momento de compartilhar amor, carinho e confraternizar com as famílias. Antigamente as crianças acreditavam no Papai Noel, crianças respeitavam os pais, precisavam passar no colégio para, quem sabe, ganhar um presente se fosse possível, e o meio de locomoção era através de carroça ou charrete para as pessoas irem até as festas de Natal.


Redator: Tradição Regional



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