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Os dez anos da morte do folclorista Luiz Carlos Barbosa Lessa, ocorrido no dia 11 de março de 2002, foram lembrados na quarta feira (14), na Casa de Cultura Mário Quintana, no Sarau com Ritmo, realizado pela Fundação Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (FIGTF) e a Sociedade Partenon Literário. A homenagem marcou o início do projeto “Barbosa Lessa – um visionário” promovido pela fundação durante o ano de 2012.
Apreciador da obra de Barbosa e amigo pessoal, o presidente do instituto, Rodi Pedro Borghetti, ressalta a sua contribuição à cultura do Rio Grande do Sul e seu trabalho como escritor, poeta, músico e advogado e pai de família. “Ele foi um exemplo em tudo e mostrou um caráter íntegro, inteligência privilegiada e um verdadeiro visionário pelo alcance de sua memória e perspicácia”. Borghetti revela que, em função dessa importância o instituto está iniciando esse projeto, que já nasce com o apoio da família de Barbosa. E também devido à proximidade entre Borghetti e o homenageado, a sua família decidiu enriquecer o acervo da fundação disponibilizando materiais como fotos e documentos pessoais de Barbosa Lessa.
O Sarau com Ritmo contou com a participação do músico Marcos Araujo, que interpretará canções de Barbosa Lessa, do repentista Daniel Brasil, do jornalista João Batista Marçal e do diretor técnico da fundação, historiador Luiz Cláudio Knierim, que abrirá o projeto.
Barbosa Lessa
Natural de Piratini, Barbosa Lessa foi advogado, folclorista, escritor, músico, compositor, publicitário, historiador e secretário de Cultura, desporto e Turismo. Também foi personagem importante no processo de construção da cultura gaúcha. Em 1948, aos 19 anos de idade, junto com um grupo de colegas, criou o Movimento Tradicionalista Gaúcho e o primeiro CTG da história.
Dentre suas obras mais conhecidas destacam-se Rodeio dos Ventos, épico sobre a vida do povo gaúcho, e Os Guaxos, pelo qual recebeu prêmio da Academia Brasileira de Letras. Além de se dedicar ao tradicionalismo, Lessa realizou pesquisas sobre a música regional. Em 1957, criou a toada Negrinho do Pastoreio, baseada na lenda do jovem escravo que é agrilhoado a um formigueiro. Barbosa faleceu em 2002, aos 72 anos.
Redator: Assessoria de Imprensa
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