Sexta, 19 de junho de 2026, 04:22h
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Artistas, professores, representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e do movimento Amigos do Sete de Abril (Amasete) e comunidade em geral participaram no dia 7 de uma audiência pública para debater os sete anos de fechamento do Theatro Sete de Abril. A audiência foi proposta pelos vereadores Marcus Cunha (PDT) e Fernanda Miranda (PSOL). “Nosso teatro é o segundo mais antigo do país, precisamos unir pessoas e grupos interessados em sua recuperação”, afirmou Cunha.
Na semana anterior, vereadores acompanhados do secretário de Cultura, Giorgio Ronna, visitaram o Theatro e constataram a necessidade de reativar as obras de restauração. Ronna apresentou o projeto e o histórico da restauração do Sete de Abril e mostrou o interior do prédio aos visitantes.
Na véspera da audiência pública (6), a empresa licitada Solé Associados entregou o projeto com as alterações solicitadas pelo Iphan para a restauração do Theatro Sete de Abril. O projeto final, após a avaliação do setor de arquitetura da Secretaria de Cultura (Secult), já está na sede do Instituto, em Brasília. Após a aprovação final do Iphan, a licitação da obra deve ser publicada em dois meses. O Theatro foi fechado pela Prefeitura em março de 2010.
A obra de cobertura foi concluída em outubro de 2014 e, com isso, já não há mais problemas de infiltração, o que garante a conservação da estrutura do prédio. Após essa etapa, o trabalho seguiu com a elaboração e aprovação dos projetos. Todos já estão aprovados nos órgãos competentes – os alvarás dos projetos hidrossanitário e arquitetônico, assim como o Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio (PPCI), pelos Bombeiros – que prevê um reservatório subterrâneo de 40 mil litros para ser utilizado em caso de incêndio – e a autorização da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE).
A Prefeitura administra a obra que é custeada pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas, a partir da aprovação do Iphan, que tem o controle absoluto de todos os itens do prédio, do projeto e da obra. As únicas ações da Prefeitura sem a necessidade de avaliação do Iphan é de limpeza do Theatro e das calhas.
Por se tratar de um prédio histórico tombado desde 1972, o trabalho é para deixá-lo com todas as características de conforto e segurança de um espaço moderno, com a estética e qualidade de som original. Além disso, haverá climatização – que beneficiará os usuários e a conservação do prédio. A acessibilidade será garantida não apenas na área da plateia, mas em todo o prédio: banheiros, camarins, palco e camarotes. As poltronas serão substituídas por novas que se encaixem nas normas atuais – com maiores dimensões.
Em 2013, o plano de restauração integral do Theatro Sete de Abril foi inscrito no PAC Cidades Históricas do Iphan, com o projeto de restauro e posteriormente a obra de execução. Os próximos investimentos, até a reabertura do Theatro, serão de cerca de R$ 17 milhões.
Na próxima etapa, na obra estrutural que deve durar até 11 meses, devem ser investidos R$ 9 milhões e já foi solicitada a reserva deste valor ao Ministério da Cultura. Após, serão comprados e instalados os equipamentos de climatização, poltronas e equipamentos de som e luz. Dividir o empenho dos recursos em duas partes foi a solução encontrada pela Secult para agilizar, administrativamente, a aprovação do orçamento.
Redator: Tradição Regional
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