Quinta, 18 de junho de 2026, 22:37h
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A praia das Ondinas, assim como a Nereidas, é caracterizada por pedras que formam belos recortes
É inegável a relação de São Lourenço do Sul com as águas – desde a formação das primeiras estâncias às margens da Laguna dos Patos e do Rio São Lourenço, até a chegada de imigrantes alemães por essas águas. A indústria naval, a exportação feita por água e, hoje em dia, o turismo movido pelas belezas naturais de uma cidade em forma de península.
A área urbana é margeada, de um lado pelo rio homônimo ao município, de outro lado pelo Arroio Carahá e, entre eles, a Laguna dos Patos. E existem algumas curiosidades sobre toda essa riqueza hidrográfica que nem todos conhecem.
As praias das Ondinas e das Nereidas são as mais centrais. Ambas são muito recortadas pela natureza e por pedras que formam cenários únicos na região da Laguna dos Patos. A praia das Ondinas é a mais curta entre todas de São Lourenço. Vai de um dos locais mais bonitos, o encontro do Rio São Lourenço com a Laguna, até o Largo Laura Abreu, onde há o monumento à Primeira Missa no Brasil. Um de seus trechos é chamado popularmente de “praia das mães”. A denominação teria iniciado por causa de uma grande pedra na água que era chamada de Pedra Mãe, o que acabou originando a “praia das mães”, também por ser um dos locais de maior movimentação de mães com os filhos.
Ao lado das Ondinas, entre o Largo Laura Abreu e a Ponta de São Lourenço, está a praia das Nereidas. Em seu livro “São Lourenço do Sul – Radiografia de um Município”, o médico e escritor, Edilberto Luiz Hammes, conta que o nome Nereidas foi dado em alusão à mitologia grega pelo prefeito e general Dr. João Baptista Brauner, que nos anos 1950, em sua gestão, batizou a praia com este nome. “De acordo com a lenda, as Nereidas, filhas de Nereu e Dóris, eram ninfas do mar Mediterrâneo que personificavam o movimento das ondas”, conta o livro.
O calçadão nas duas praias foi construído em duas etapas. A primeira, da foz do Rio São Lourenço até o Largo Laura Abreu foi feita em 1958 pelo prefeito João Baptista Brauner e a segunda, do Largo até a ponta, foi inaugurado em 1990, pelo prefeito Sérgio Lessa.
A praia da Barrinha é a mais extensa de todas. Tem águas rasas que permitem aos banhistas entrar cerca de 200m Laguna adentro, sem nada de pedras. É ideal para crianças e, nos últimos anos, tornou-se local muito procurado para a prática de esportes náuticos, como wind e kitesurf, já que tem boa incidência de ventos nos finais de tarde. A Barrinha passou por uma grande revitalização recentemente, recebendo calçadão, ciclovia e alterações em ruas, no governo do então prefeito José “Zé” Nunes. Um dos mais belos recantos da cidade é o encontro do Arroio Carahá com a Laguna, onde termina a praia da Barrinha. Outra praia muito frequentada é a do Camping, mais utilizada por quem veraneia no local.
O Rio São Lourenço
Apesar de ser um rio, o São Lourenço é popularmente chamado de arroio. Sua importância é tanta, que é praticamente um personagem da história lourenciana. Ele recebeu imigrantes alemães e foi fundamental fator de desenvolvimento econômico, tendo um porto que chegou a ser o maior do Brasil de navios veleiros. Ainda hoje é fundamental para a pesca e o turismo, e também protagonizou momentos tristes da história lourenciana com enchentes e enxurradas.
Seu nome foi dado em referência à São Lourenço, santo de devoção de José Lourenço da Costa Santos, marido de Don’Anna, irmã do general farrapo Bento Gonçalves. Na fazenda do Sobrado, que margeia o Rio, ele tinha uma capela em devoção ao santo. Depois, o município ganhou também o nome do santo.
O Rio tem uma curiosidade. Também em seu livro, o Dr. Hammes descreve que o São Lourenço não tem uma nascente propriamente dita. “É formado na realidade pela confluência de pequenos cursos de água que só se tornam importantes quando há grande volume de chuva na região”, explica. O mais longo ramo do Rio vem da localidade de Santa Cecília, passando por Picada Moinhos. Outro córrego inicia perto da Boa Vista e outro tem origem em Caipira. Há ainda um que parte de Monte Alegre, passando na Coxilha Negra e Serra Velha. Outros pequenos riachos também formam o Rio na zona rural, e o maior deles é o Viúva Dona Tereza, que também recebe água de vários pequenos córregos.
Redator: Tradição Regional
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