Ter�a, 16 de junho de 2026, 06:08h
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Objetos como louças, rádios, bule, armários, televisões, roupas, calçados e panos de parede compõem o patrimônio atual do museu
A pequena ação coletiva criada dentro da E.M.E.F. Carlos Soares da Silveira, localizada em Nova Gonçalves, zona rural de Canguçu, e proposta pela equipe diretiva aos alunos do sexto ao nono ano do turno inverso, tem construído não apenas referências culturais e históricas, mas despertado a consciência comunitária em preservar memórias e costumes pomeranos.
A iniciativa intitulada “A Cultura Local Reinventando o Currículo Escolar” buscava promover uma ação educativa focada na valorização da identidade do aluno na família, escola, comunidade e sociedade, dentro da concepção de construção de um espaço de memória. O objetivo, em primeira instância, era de que este espaço, construído por todos - alunos, professores e comunidade -, pudesse concretizar o registro e a preservação do patrimônio cultural pomerano.
“História, Memória e Sustentabilidade Pomerana Alemã”, disciplina ofertada na Escola, em 2007, consistia em levar os estudantes, em turno inverso, a visitações em museus, propriedades rurais e taperas. Nestas últimas, foram encontrados objetos que passaram a fazer parte do acervo do museu que o educandário almejava construir, a partir do consentimento dos então proprietários. Visando resgatar e preservar a cultura, a Escola contou com o apoio técnico da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), no ano de 20014, quando os alunos se propuseram a ser monitores voluntários e receberam instruções de uma museóloga da instituição sobre como manusear e limpar os objetos doados pela comunidade, bem como catalogar os dados referentes à história de cada um.
Em 2015, o projeto ficou em primeiro lugar entre os 497 municípios gaúchos, na categoria Museus, Patrimônio e Memória, na 4ª edição do Prêmio Cultura Famurs/Codic, que destaca ações culturais desenvolvidas pelas administrações municipais que implantam ou executam atividades de estímulo ao desenvolvimento cultural ou regional.
Patrícia Kern, professora e uma das idealizadoras do projeto, ampliou o trabalho desenvolvido pelos alunos à comunidade, estreitando os laços entre o meio escolar e comunitário. “A importância desse trabalho está em preservar essa memória pomerana para que não se perca, bem como reforçar aos alunos a valorização de sua própria cultura, levando à comunidade também esse processo de restauração e participação”, explica.
O museu itinerante, atualmente sem espaço físico devido a problemas de infraestrutura, causados por um incidente suscitado pela queda de uma árvore, foi intitulado de “Casa da Cultura Pomerana Camponesa” e participa da agenda da cidade, em eventos como a Semana dos Museus, já tendo atraído centenas de visitantes, incluindo uma comitiva latino-americana que foi conhecer de perto a proposta. Dentre as ações a longo prazo da Casa estão a criação de uma página virtual para divulgação do trabalho realizado e um novo espaço físico para visitação do público em geral.
Redator: Tradição Regional
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