Segunda, 15 de junho de 2026, 04:21h
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Empregos diretos e indiretos aliados à boa adesão do público confirmam o êxito do evento
Espalhou-se pelo Estado a informação de que este ano não seria realizada a Semana Farroupilha de Piratini, devido à escassez de recursos. Diante das reclamações, o prefeito Vitor Ivan Rodrigues achou uma rápida saída: colocou a festa em um pregão eletrônico e o evento foi vencido por três empresas promotoras do gênero, inclusive uma do Paraná, desonerando com isso os cofres públicos.
Terceirizar a festa garantia sua realização, mas uma pergunta surgiu imediatamente: como seria sua qualidade, diante de pouco tempo para erguer uma estrutura considerável. Dias com grande público, dias com médio e dias com o Centro de Eventos totalmente tomado. Assim a foi a Semana Farroupilha.
Finalizado o desafio, aceito 46 dias antes de seu início, coube à Celomar “Cebola” Silva, da MC eventos, avaliá-lo. “Se tivéssemos mais tempo para trabalhar, conseguiríamos ter feito mais, como mais shows e outros atrativos para o evento. Mas os shows agradaram e deu tudo certo”, afirmou.
Cebola disse que o pouco tempo não atrapalhou a contratação de shows, já que a produtora tem boa credibilidade junto aos artistas por realizar eventos durante o ano inteiro, mas para estruturar a festa como um todo, sugere que se trabalhe a partir de outubro, o que facilita, por exemplo, o tempo para visitar patrocinadores, contatar investidores e novos expositores.
Assim como em todo o Brasil, ele entende que a crise financeira enfraqueceu o público, mas mesmo sendo uma festa a custo baixo para a população, ainda assim foi possível gerar empregos. “Geramos mais de 60 empregos diretos e 100 indiretos e sentimos que as vendas do comércio aqueceram também”, destacou.
Questionado se, caso a Prefeitura decida manter essa modalidade de realização, participaria enquanto empresário novamente, Cebola respondeu: “É necessário mudar algumas coisas. Nosso lucro foi de cerca de 10% do valor sobre o que pagamos pela festa. Tínhamos uma Lei Rouanet, pois só com bilheteria, bebidas e espaços vendidos o evento não se paga por ter um custo muito alto para os promotores”, explicou. Para finalizar, o empresário enfatizou a necessidade de um projeto de lei que facilite a realização do evento, além de outro tipo de negociação com os órgãos públicos, que propicie mais tempo para trabalhar.
Redator: Tradição Regional
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