Sexta, 10 de julho de 2026, 21:42h
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O Dó-Ré-Mi reúne cerca de 40 jovens, de 5 a 15 anos, que juntos formam uma banda e um grupo de dança
Inspirado nos Pequenos Cantores de La Salle, grupo musical de Canoas, nasceu o Dó-Ré-Mi, que até hoje incentiva jovens do município a valorizar as artes e a educação
Fundado em 1997, sob a batuta experiente do professor Wilson Feldens, o grupo de canto e dança Dó-Ré-Mi encanta o público com sua atuação envolvente, produzida por crianças e adolescentes de Morro Redondo, sob a coordenação da professora Valéria Feldens, filha de Wilson. O projeto, desenvolvido pela escola municipal Alberto Cunha, reúne cerca de 35 jovens de 5 a 15 anos, que juntos formam uma banda e um grupo de dança, cujo repertório e coreografia são definidos pelos professores Wilson e Valéria.
Conforme Valéria, os ensaios são realizados nas segundas-feiras à tarde, no Centro de Eventos do município. “Nosso baterista tem 9 anos e um grande talento para a música. Já a guitarrista da banda é uma menina de 13 anos. Apesar de jovens, todos eles possuem dons artísticos e muitos saem do grupo e seguem na música”, afirma a professora. Ela revela que 2011, a prefeitura havia dado toda a aparelhagem de som para o grupo, mas este foi roubado, sendo novamente reposto, graças à ajuda de uma escola estadual. “Agora a prefeitura prometeu que vai comprar os instrumentos musicais. e isso vai ajudar muito. Além disso, a administração doou as camisetas para o grupo e tem ajudado bastante”, revela Valéria.
A professora destaca ainda a participação da comunidade, principalmente, a ajuda de um casal, Adão e Cleusa, cuja atuação é essencial para o grupo. “Como não temos pessoal, acaba que eles são os nossos auxiliares. O Adão toca bateria, então ele ajuda a ensaiar os músicos. Já a Cleusa organiza as crianças no ônibus e me ajuda a ordenar todo mundo. Os dois são voluntários e ajudam muito o grupo”, revela, destacando que o trabalho é realizado com muita dedicação e amor. “Fazemos todo o possível para levar o projeto adiante e sabemos que seria preciso professores especializados em dança, por exemplo, para melhorar o grupo. Mas só de ver a dedicação e o sorriso no rosto dessas crianças, já vale o esforço e me motiva a continuar trabalhando”, destaca.
O inicio
O professor de séries iniciais, Wilson Feldens, músico autodidata, é um apaixonado pela música e sempre desejou unir a profissão de educador ao seu amor pelas melodias. Na época, uma apresentação dos Pequenos Cantores de La Salle, em Morro Redondo, inspirou o professor/artista a unir um grupo de crianças para cantar, plantando a semente do que hoje é o Dó-Ré-Mi, cuja parte musical ainda é ensaiada e orientada pelo professor. No inicio, os alunos cantavam acompanhados de um teclado e a dança ainda não havia sido incorporada totalmente às atividades do grupo.
Aos poucos, o professor foi ensinado as crianças a cantar e a tocar, com instrumentos emprestados pela banda típica da cidade. As primeiras apresentações para a comunidade escolar foram cheias de timidez e insegurança, mas aos poucos foram tornando-se mais elaboradas e saíram dos limites da escola, ganhando os municípios da região, o respeito da comunidade e a experiência necessária para levar o trabalho adiante. “Esse ano ainda não nos apresentamos, mas estamos à disposição para ir a outros municípios apresentar nosso trabalho”, afirma a professora Valéria.
Segundo ela, hoje o grande desafio é a constante renovação do grupo, já que alguns dos integrantes mais velhos não estudam mais na escola e outros tornaram a música sua profissão, exemplo dos componentes do grupo 100 Fronteiras, de Morro Redondo. “Esperamos conseguir mais apoio da comunidade, pois consideramos importante incentivar a cultura e a arte dentre os jovens. Eles aprendem a ser mais disciplinados e a trabalhar em equipe, o que é muito importante para o desenvolvimento social e pessoal de cada um”, considera Valéria.
Parabéns Alberto Cunha
No dia 13 de maio, a escola Alberto Cunha completa 75 anos de atividade. A maior escola do município atende cerca de 300 crianças e sofre com a falta de espaços e de pessoal para a promoção de novos projetos. Segundo a diretora da instituição, Beatriz Helena Danda, em breve a escola deverá ser ampliada, mas em quanto isto não ocorre, alunos e professores trabalham dentro do possível. “Com o crescimento no número de alunos e dos turnos em que a escola dá aulas, tivemos que usar todos os espaços disponíveis, ficando sem lugar para o desenvolvimento de projetos. Esperamos que com a ampliação, o problema seja resolvido”, explica Beatriz. De acordo com a educadora, mesmo com as dificuldades de pessoal e espaço, cada funcionário e colaborador faz o possível pela escola e os alunos, valorizando estes 75 anos de história.
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