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A necessidade de exploração em grande escala das pedreiras aumentou também a mão de obra
Capão do Leão completou na última quinta-feira (3 de maio), 36 anos de emancipação política, através da Lei 7.647. Mesmo que ainda esteja na tenra idade como município, o povoamento na Vila do Capão do Leão começou ainda no século 19, por volta de 1888, quando a necessidade de exploração em grande escala das pedreiras aumentou também a necessidade de mão-de-obra. Por isso, dezenas de operários foram recrutados em Pelotas e municípios vizinhos e, como na época, o acesso por estrada de terra batida era bem difícil, principalmente na época de chuvas, os operários começaram a construir suas moradias perto do local de trabalho, trazendo suas famílias e dando início à vila.
O povoado do Capão do Leão se estendia entre o Cerro do Padre Doutor e Pedreiras, até a estrada da Palma e se prolongava entre as divisas dos Campos de José Maria da Cunha e Luiz Nunes Baptista e Arroio São Thomé. Apesar de haver mais de uma versão para o nome “Capão do Leão”, historiadores defendem que a sua origem vem de um animal chamado Suçuarana ou Puma, que vivia nestas terras. Por ser muito semelhante ao leão africano, porém com cor mais clara, também era conhecido por leão baio, nome científico Felis concolor.
Com uma população estimada em 25.495 habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem sua economia baseada na agropecuária e no extrativismo, pela sua abundância em rochas e granitos. Na agricultura, destaque para a cultura do arroz, com uma área plantada de 6.597 hectares na safra 2017/2018 por 17 produtores, segundo informações do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). Destaque ainda para as culturas da soja, milho e melancia. Na pecuária, o rebanho bovino possui mais de 30 mil cabeças e a produção leiteira é uma das principais fontes de renda às pequenas propriedades.
Redator: Tradição Regional
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