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Cultura e Turismo

08-06-2018

Especial JTR: As soberanas que transmitem a diversidade, história e cultura local


Foto: Renata Ulguim/ JTR Corte vive momento histórico por causa do reconhecimento da cultura doceira de Pelotas e região como patrimônio imaterial do Brasil

Com desejo de valorizar a beleza feminina natural e a essência de cada mulher, ocorreu o concurso “Rainha do seu jeito”, no qual deu ênfase para a importância das soberanas da Feira Nacional do Doce (Fenadoce) estarem envolvidas com ações ligadas ao bem estar social.


Diante disso, a Fenadoce 2018 possui como corte as princesas Júlia Moura de La Rocha, 23 anos e Laura Feijó da Silva, 19 anos e a rainha Sara Carolina Silva Dias, 22 anos. Sara é a primeira rainha casada eleita e a princesa Júlia, que é de Rio Grande, é a primeira soberana mãe.



A quebra de estereótipos e a evolução do regulamento fazem com que haja uma promoção de diversidade na Feira, além de aproximar mais o público e ampliar os sonhos de outras meninas a participar. “O concurso abriu as portas para mães, mulheres plus size, mulheres casadas, então isso abriu meus olhos e me deu vontade de participar”, disse Júlia.  


Agregado a essas questões, está o conhecimento em relação à história e cultura pelotense e a história doceira, na qual elas levam mais saberes para Pelotas e região. Conforme Júlia, “estudamos muito para estar aqui. Ao mesmo tempo que é muita dedicação ser mulher, mãe e estudante, a gente se dedica, também, para a nossa cidade. É cansativo, mas gratificante”. 


O trabalho das meninas está além dos dias de Feira - pois a preparação inicia um mês antes do concurso -, no qual se destacam a dedicação e amor que cada uma transmite pelo município e pela Fenadoce. De acordo com a princesa Laura, “para mim, me perguntavam se não era muito nova para participar de um concurso e eu digo que não. Se você está com vontade, se sente preparada, é ir e participar, porque o que vale não é ganhar, é toda interação”.  


Dentre as atividades já realizadas pelas soberanas, estão visitas em escolas, em cidades vizinhas, idas às prefeituras para entregar os convites da Feira, além da entrega para o governador do Estado, José Ivo Sartori, em Porto Alegre, e outras. 


Acompanhar a organização do evento tem sido um aprendizado para a corte. “A gente estudando, descobre que a feira movimentou R$ 32 milhões na economia da cidade, que são 3,5 empregos diretos e indiretos, que vem mais de 40 mil crianças gratuitamente na Fenadoce”, fala Júlia, e a rainha Sara complementa: “É muita gente por trás. Terminando essa edição, já estão pensando na próxima, então é um trabalho que não é só neste mês”.


Para aquelas que querem participar dos próximos concursos e representar a Fenadoce e Pelotas, a corte aconselha a ter determinação, dedicação, estar ciente do trabalho efetuado durante o ano com a coroa - atividade essa exercida como qualquer outra - e ter respeito com o próprio corpo. 


Além de ser um novo regulamento que amplia a participação de mulheres na corte, as meninas também comemoram o reconhecimento da cultura doceira de Pelotas e região como patrimônio imaterial do Brasil, sendo esse um momento histórico. “A feira é comemorativa, estamos comemorando este título e queremos mostrar para todos o porquê de merecermos”, ressalta Laura.  Ainda, na Fenadoce, os visitantes podem espairecer e conhecer um “mundo doce”. “Eles veem alegria, encontram pessoas e sorrisos, como a doçura da Feira”, conclui Sara.


O simbolismo dos trajes da corte


Neste ano, a criação dos vestidos foi feita pelas estilistas Roberta Peleteiro, que realizou o desenho e o bordado, e Clarita Dias Redü, que fez a modelagem e a confecção. Ao todo, foram oito meses de trabalho, sendo quatro nas etapas de bordados.


Os trajes das soberanas, em cores turquesa e rosa, carregam o significado da representação da diversidade, com a riqueza dos trabalhos manuais.


Redator: Tradição Regional



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