Domingo, 07 de junho de 2026, 15:09h
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A realização do 1º Festival Cultural, Artístico, Esportivo e Campeiro, em homenagem ao centenário de Dona Antoninha Berchon Sampaio, deixou aos organizadores uma certeza: de que há espaço em Pelotas para eventos voltados ao segmento tradicionalista e que, com parcerias, é possível realizar sonhos. “Há 15 anos, a 26ª Região Tradicionalista (RT) não realizava um rodeio campeiro”, diz a coordenadora Hilda Heinen. O festival, através da parceria com a Fundação Centenário Dona Antoninha Berchon, tornou possível a realização deste sonho de muitos anos e com grande sucesso.
Já o coordenador das festividades, Carlos Gonçalves, olha para o futuro e acredita que o festival abre um precedente à comemoração de outras datas festivas como forma de fortalecimento do turismo local. “Há uma grande movimentação de atividades que são afins e que proporcionam a renda extra de essencial importância nos dias atuais. Eventos como este ajudam a desenvolver na juventude o gosto pela cultura e tradição, além de despertar nesta nova geração os sentimentos de amor à terra, que tornam o nosso estado tão diferenciado”, ressalta.
Gonçalves destaca o comparecimento do público, que lotou o parque principalmente no domingo e a adesão de toda a região que cultiva o tradicionalismo. Foram diversas entidades de diferentes municípios que participaram das atividades artísticas e culturais como danças, música, canto, intepretação, danças de salão, entre outras, e também esportivas e campeiras. “A alimentação dentro do pavilhão de espetáculos foi proporcionada pelos CTGs e de primeiríssima qualidade”, salienta.
Ele destaca a mostra que envolvia a vida da homenageada, que segundo ele foi um espetáculo muito bonito de arte e criatividade. “Temos certeza de que foi um festival como há décadas a região não vivia, um fim de semana movimentado com a expressividade da cultura do gaúcho, desde a arte, cultura, esporte campeiro e culinária. Os familiares da homenageada, representados por três gerações, filhas, netos e bisnetos foram extremamente participativos em todos os momentos”, diz
O ponto alto foi a cerimônia de abertura, realizada na tarde de sábado (8). Foram três dias intensos, (7, 8 e 9) em que Pelotas e a Zona Sul respiraram a cultura gaúcha, nas suas mais variadas manifestações: provas campeiras, apresentações artísticas de danças tradicionais e de salão, canto, interpretação, declamação, entre outras, congregando as mais diferentes faixas etárias e reunindo pelo menos 1,3 mil participantes.
Nas atividades campeiras de laço e gineteada, participaram pelo menos 100 duplas (200 laçadores) e mais de 50 ginetes. Além disso, as famílias puderam usufruir do feriado prolongado, em local aprazível, com infraestrutura e cercado pela natureza, bem próximo do Centro da cidade, o Parque de Exposições Ildefonso Simões Lopes, da Associação Rural de Pelotas (ARP), uma das parceiras da Fundação e da 26ª Região Tradicionalista (RT), na realização do evento. Quem compareceu, ficou com gostinho de quero mais e quem não conseguiu se deslocar até o parque pode acompanhar alguns momentos através página da fundação pelo Facebook (www.facebook.com/centenarioantoninha/).
Redator: Tradição Regional
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