S�bado, 06 de junho de 2026, 05:44h
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Cerca de 22 voluntários fixos participam das ações semanais solidárias
É certo que com a chegada das festas de final de ano e outras comemorações, os corações das pessoas se tornam mais generosos e abertos para a caridade. Inúmeras campanhas de distribuição de alimentos e presentes aos menos favorecidos pipocam por todos os cantos. E nos outros dias comuns do ano? Quem se preocupa com quem não tem o que comer, o que vestir, onde dormir? Principalmente, os moradores de rua... foi com estes pensamentos que surgiu o grupo Parceiros na Caridade, liderado pelo casal Gilda Satte Alam e Horácio Severi, que reúne pelo menos 22 voluntários fixos, em ações semanais às quintas-feiras, levando não apenas a ajuda material, mas a conversa, o abraço e a atenção, tão indispensáveis à vida quanto o alimento. “Escolhemos este público, que são os moradores de rua, por constatar que são os que menos recebem ajuda”, diz.
Ela explica que os parceiros percorrem as ruas do centro da cidade em dois carros à noite e, por isso, se revezam entre seus integrantes. “Muitos ajudam, mas preferem não sair, porém se forem às ruas, tem que trazer alguma coisa”, afirma.
E não é só distribuir o alimento, o grupo conversa, pergunta o nome e o porquê de terem ido parar nas ruas. “Muitos têm profissão e perderam tudo por causa de álcool e drogas”. As histórias são muitas, e muito tristes. Não existe um roteiro pré-determinado e nem pessoas determinadas. “Saímos e distribuímos e quando acaba a comida voltamos. A rota? Seguimos a intuição”, comenta a organizadora.
Como não poderia deixar de ser, os Parceiros também irão realizar uma festa de Natal, neste sábado (22), entre 14h30 e 17h, e o local escolhido foi a Casa do Vovô, que abriga pelo menos 18 residentes fixos, idosos em situação de vulnerabilidade social, que fizeram uma listinha prévia de desejos.
Além dos presentes, salgadinhos e refrigerantes, um dos integrantes do grupo irá tocar violão e cantar para animar a festinha. Segundo Gilda, apesar do grupo não possuir ideologia religiosa, muitas vezes eles rezam a pedido das pessoas. “Eles gostam muito de rezar”, constata, complementando que “queremos, futuramente, reativar a horta que existia no local e se encontra abandonada, que além de oferecer o alimento à casa, vai possibilitar uma atividade para aqueles que têm condições físicas de trabalhar”.
Segundo ela, o cultivo de uma horta ou um jardim é uma maneira de fazer com que eles se sintam em casa.
Gilda explica que o Parceiros não é um grupo formal ou fechado e está aberto a quem quiser participar. “O nosso dia de sair é às quintas-feiras e nos comunicamos por WhatsApp”, destaca.
Quem quiser participar é só entrar em contato com um dos parceiros e levar uma doação, comida e de preferência pronta, como sanduíches e bolo.
Ela comenta que por se tratarem de moradores de rua, algumas doações não são viáveis, como móveis, por exemplo, além de não haver lugar para armazenar, pois a maioria das doações serão recebidas na sua própria casa. “Não recusamos nada e recebemos lençóis, livros, ração de cachorro, roupas e cobertores”.
Segundo Gilda, roupas em bom estado são destinadas ao brechó, realizado em janeiro, e que tem renda revertida para os moradores de rua. “Toda a ajuda é bem vinda”, ressalta.
Interessados em ajudar podem entrar em contato com a Gilda pelo telefone (53) 98115-2833.
Redator: Tradição Regional
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