Sexta, 05 de junho de 2026, 12:31h
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O casal Aldo e Maria Helena Barbosa afirma que a festa é uma oportunidade de conhecer pessoas e divulgar produtos
Que a melancia é uma fruta versátil já se sabe, mas vinho de melancia é uma novidade e deve ser apresentada durante a 18ª Expofesta Regional da Melancia pelo casal pedro-osoriense Aldo Verneti da Rosa Barbosa e Maria Helena de Souza Barbosa. O vinho fino branco meio seco está em fase de maturação e reservado especialmente para o evento. Para o casal, a Expofesta da Melancia é um “momento fantástico”, em que podem interagir não apenas com visitantes da região, mas do Brasil e também do exterior. “Felizmente, a festa se tornou famosa. E nos proporciona conhecer pessoas e divulgar nosso produto”, afirmam.
Eles já são velhos conhecidos dos frequentadores das feiras de hortifrutigranjeiros, realizadas na praça central, aos sábados pela manhã, pelos seus vinhos e licores dos mais diversos tipos de frutas e pelo hidromel. São populares também no Mercado Livre (vendas pela internet), especialmente entre os consumidores de São Paulo. Segundo Barbosa, os paulistas são os maiores compradores do vinho de laranja.
O casal é empreendedor, mas Barbosa insiste que a atividade é apenas um hobby, aprendido ainda na infância com a mãe, exímia produtora de licores caseiros para o consumo da família. Militar aposentado há dois anos, a produção começou há 20, com o famoso Campari, feito com a erva Absinto, mais conhecida como losna. Foi a forma encontrada por ele para desestressar, relaxar após a atividade puxada que é a vida de um soldado da Brigada Militar.
“Não tenho uma produção em grande escala. O meu maior prazer é ver os resultados”, diz Barbosa. De acordo com ele, o segredo é não inventar, mas manter a tradição caseira e seguir a receita como ela é.
A atividade já resultou em pelo menos quatro tipos de vinhos (maracujá, laranja, bergamota e melancia) e um em processo de envelhecimento, de limão siciliano.
Os licores já são mais de 20: nêspera, nectarina, jabuticaba, butiá, morango, flor de laranjeira, limão, casca de limão, pera, araçá, amora, pitanga de jardim, pêssego (da polpa e do caroço), entre outros. São tantos que cobrem uma parede na residência do casal. As frutas, na sua maioria, são colhidas no pátio da casa, conta Maria Helena. Todo o processo é artesanal, da produção ao engarrafamento. Até mesmo as etiquetas são feitas por eles. Inclusive, utiliza embalagens recicladas e enfeitadas, destinadas para aquelas “bebidas mais exóticas”, diz.
No preparo do hidromel, ele faz questão de afirmar que sua receita é tradicional. “Trata-se da bebida mais antiga que existe, o fermentado de mel, fabricado pelos famosos vikings”, ressalta. E garante, não usa clarificantes, nem conservantes, apenas a decantação natural. “Quanto mais tempo, melhor”, explica, destacando ser praticamente o mesmo processo do vinho. “Os primeiros a serem fabricados foram os de laranja e bergamota, de preferência a Montenegrina, que se aproxima mais da nossa, nativa”.
Contatos podem ser feitos pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (53) 3255-2127 e 98464-7041.
Redator: Tradição Regional
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