Sexta, 10 de julho de 2026, 08:29h
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A Prefeitura de Pelotas/Secretaria de Cultura (Secult), por intermédio da Gerência de Artes Visuais, inaugura, nesta quinta-feira (05), a Exposição “CRISTAIS”, da artista plástica Tânia Maria Araújo Bellora. A abertura ocorre às 19h, na Sala de Exposições Frederico Trebbi, localizada no hall do Paço Municipal.
No Centro Cultural Adail Bento Costa (prédio da Secult), às 20h, ocorre o vernissage das seguintes exposições: na Sala Antônio Caringi, exposição intitulada “Deslocamentos Urbanos”, dos artistas Aerognomo, Aneli Martins & Nauita Meireles, Beatriz Rodrigues, Coletivo Ausente, Duda Gonçalves & Alice Monsell, Felipe Povo, Juliana Charnaud, Kelly Wendt, Priscila Braga, Roberta Rossato, coordenação: Francine Amaral e Natália Radtke. Na Sala de Exposições Inah D’Ávila Costa ocorrerá a Mostra “Janelas do Interior”, da artista Alice Bender.
No dia 06, sexta-feira, no espaço do Bistrô, ocorre vernissage, às 18h, da mostra denominada “Poesias Ilustradas”, da professora e poeta Loiva Hartmann, com entrada pela Rua Lobo da Costa.
No Jardim do Centro Cultural Adail Bento Costa, no dia 06 de julho, às 20h30, o “V SARAU CULTURAL”, promovido pelo CTG Sinuelo do Sul, vinculado ao Colégio Municipal Pelotense, com entrada pela Rua Lobo da Costa.
Saiba mais:
Tânia Bellora é formada em Direito, tendo exercido a profissão de advogada e juíza de paz entre 1973 e 1983. Iniciou o curso de Arquitetura em 1998, passando a atuar na área da construção civil desde 2000. As experiências artísticas como fotógrafa iniciaram em 2008, e desde então vem participando de mostras coletivas e individuais.
A artista quis testar os limites da imagem e explorar a linha tênue que divide o retrato real, do impressionista. E, por querer, conseguiu. Artista curiosa, Tânia comprou uma câmera e começou a descobrir um mundo de possibilidades. A também advogada conta que bastou um olhar para o céu e o vislumbre da lua cheia para dar início à captação de imagens. Foi aí que pegou a câmera e começou a desenhar caminhos pelo céu, numa viagem imaginária, de formas diversas, que foi dando vida a este trabalho. Fotografando tudo o que via pela frente – e que, é claro, lhe despertava algum sentimento –, ela reuniu largo acervo de fotos.
A proposta da exposição fotográfica ‘Cristais’ surgiu a partir da ideia de fazer alquimia com a luz. A exposição é também um convite ao público para que olhe a imagem e explore suas potencialidades narrativas, eliminando as fronteiras entre as diferentes formas de expressão, produção e circulação no mundo contemporâneo. Desta forma, Tânia Bellora transformou pequenos cacos de vidro e lascas de objetos em instigantes fotografias. Para ela, a visão dos cristais sempre despertou uma ligação com o belo. Para dar ao espectador a dimensão da subjetividade da obra, os objetos fotografados estarão expostos em pequenas caixas de vidro, possibilitando ao público a criação de novas imagens, a cada olhar. O material que poderia ser visto como sucata é hoje o objeto de desejo da autora.
Deslocamentos Urbanos - A exposição “Deslocamentos Urbanos” busca apresentar uma variedade de obras que têm como ponto comum o meio urbano. O deslocamento da arte é dinâmico, muda o tempo todo e em diversos meios. As ruas da cidade sugerem diferentes tipos de intervenções nos mostrando as mais diversas formas nervosas de manifestações. Esta exposição busca fazer uma transposição atmosférica entre o urbano e a galeria, sugerindo um percurso pelas diferentes obras e manifestações produzidas por artistas que vivenciam a cidade e suas peculiaridades, transformando esta experiência em arte.
Janelas do Interior - “Esta obra é o resultado do sentido de síntese que permeia minha pintura”, explica a artista, Alice Bender. “Em forma geometrizada, represento a figura feminina, que lida com suas emoções por meio da linguagem simbólica, preenchendo pensamentos, percorrendo sentimentos e povoando o exterior. Mesmo em questões e soluções diretas, existe “espaco” para a criação de diálogo com o público, abrangendo os conteúdos de “minhas janelas interiores”, localizadas “no meio do peito de quem tem fé”!
Poesias Ilustradas – “A carpintaria literária empregada nos trabalhos expostos, deixa claro ao leitor, que, mais difícil, mais humano e mais belo do que escrever, é convencer”, explana a poetisa Loiva Hartmann. Sendo a literatura expressão dinâmica do homem e suas circunstâncias de espaço, tempo, cultura e ideais, sempre diante de um horizonte sem fronteiras, nesse espaço sagrado a autora movimenta-se com liberdade e, à medida em que amadurece, aprimora seu discurso, à exigência de realização em todas as nuances do humano. A experiência literária e a habilidade lingüística fundem-se com a expectativa do leitor: pré-forma de nova compreensão de mundo.
Redator: Assessoria de Imprensa
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