Quinta, 04 de junho de 2026, 02:51h
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Há um ano, a cultura doceira e a arquitetura do Conjunto Histórico de Pelotas foram oficializados como patrimônio cultural do país
O 15 de maio é marcado como uma data importante para Pelotas. Nele, no ano passado, foi oficializado o reconhecimento da tradição doceira e da arquitetura do município como patrimônios imaterial e material brasileiros, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que ocorreu em 2018. Um ano depois, a honraria possibilitou que uma série de projetos de conservação recebesse mais atenção na esfera Federal, auxiliando a Prefeitura a conservar e preservar a história e a memória.
A primeira certificação reconhece o modo de fazer os doces tradicionais de Pelotas e da Antiga Pelotas (Arroio do Padre, Capão do Leão, Morro Redondo e Turuçu). A segunda, valoriza o Conjunto Histórico pela importância que possui para o país. Mais de 80 bens integram a lista de prédios que são verdadeiros documentos, desvendando a história de Pelotas e sua arquitetura, e da economia do charque, importante ao desenvolvimento de toda a região.
“O duplo reconhecimento pelo Iphan do Patrimônio Cultural Material e Imaterial da cidade é resultado de décadas de políticas públicas de preservação. Veio em um momento de apropriação plena dos cidadãos pelotenses com suas riquezas históricas”, explica o secretário de Cultura, Giorgio Ronna.
Com o reconhecimento, integral ou parcial, todos os projetos ou intervenções voltados a esses espaços precisam passar pelo aval do Iphan. Isso dá destaque a cidade no cenário nacional, com a mesma importância de destinos conhecidos, como Ouro Preto – MG, já que possui, ainda, cerca de 1,7 mil prédios inventariados. Conforme Ronna, colocar Pelotas no roteiro das cidades históricas do país alavanca o turismo cultural, o que acaba impactando no desenvolvimento econômico do município.
A honraria faz crescerem as chances de conseguir recursos para projetos de revitalização e restauração, por exemplo, junto à União, o que é, de acordo com o secretário um plano da gestão.
“Podemos observar uma intensificação tanto no restauro de prédios históricos através do estreitamento de nossas relações com o Iphan, assim como um maior interesse da iniciativa privada com a preservação de nossas memórias”, avalia o secretário. Aumentou também a curiosidade sobre esses patrimônios, o que é medido pelo número de estudantes que procuram a Secult para a realização de pesquisas com essa temática.
Redator: Assessoria de Imprensa
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