Domingo, 19 de julho de 2026, 06:13h
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Selister junto aos artistas que se apresentam diariamente, no início da noite
Um gaúcho de 54 anos, nascido em Vacaria, que viveu dos 2 aos 18 anos em Pelotas e está radicado em Porto Alegre é o grande responsável pelos desenhos do patrimônio pelotense que decoram o Centro de Eventos. Trata-se do artista visual Leandro Selister, que vibra com os olhares de admiração de quem visita a Fenadoce e contempla com orgulho as suas obras, que estão por toda parte. É o patrimônio histórico local retratado em tamanho quase natural e que faz as pessoas se sentirem dentro de um livro de História, com um ingrediente a mais, a sensibilidade do artista ao retratar prédios históricos com um único objetivo: despertar para a importância da preservação. As palavras chave usadas por Selister são “perceber, proteger e preservar”.
O convite para participar do Espaço Arte do Doce nesta edição e retratar o Conjunto Histórico de Pelotas, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Arquitetônico Nacional (Iphan), no ano passado, com o tema “Patrimônio Nosso”, veio após o projeto “Leve a minha cidade” de sua autoria, que começou por Porto Alegre em 2016 e chegou a Pelotas, em 2017, quando lançou exposição sobre Pelotas, no Mercado Público. “Estou desde janeiro trabalhando nos 20 desenhos principais, que culminou com a montagem”, conta. Depois de tudo pronto, o artista respira aliviado e faz questão de observar de perto os resultados e ver as reações dos visitantes diante dos diferentes cenários.
Presentes no Espaço Arte do Doce, em painéis pela feira e nos fundos de palco, por meio de um painel interativo com fotos do patrimônio, além de uma exposição de bordados, cada um destes espaços têm a assinatura de Selister. “Para mim, isso é mais que um trabalho, por isso me emociono, eu me interesso e quero preservar o patrimônio”, afirma.
Espaço Arte do Doce
O Espaço Arte do Doce apresenta painéis gigantes em MDF desenhados pelo artista. Eles retratam o interior da Bibliotheca Pública Pelotense, o Mercado Central, o Museu do Doce e o Theatro Sete de Abril. Também está representado em destaque o Chafariz das Nereidas, da praça Coronel Pedro Osório. Os painéis com mais de cinco metros de altura, contam com ambientação e 16 personagens para contar a história desses locais e sua ligação com o doce. As apresentações ocorrem diariamente, no início da noite.
Os desenhos de Selister podem ser apreciados também na Cidade do Doce, Praça de Alimentação e todos os fundos dos palcos de shows internos, com a reprodução de locais como o Museu do Doce, Charqueadas, Museu da Baronesa, Theatro Sete de Abril, Asilo dos Mendigos, Mercado Central, Instituto de Artes, Igreja Luterana, Theatro Guarany, Caixa d’Água, Grande Hotel, entre outros de sete regiões tombadas da cidade.
Patrimônio para “baixar”
Além disso, no meio da feira foi instalado um painel com 21 fotografias de detalhes do patrimônio arquitetônico de Pelotas, todas acessíveis para smartphones através de QR Codes. “Com isso, os visitantes podem baixar as imagens e compartilhá-las através das redes sociais”, diz Selister. As fotografias foram capturadas e editadas pelo artista que utiliza o celular desde 2013 e tem recebido diversos prêmios nacionais e internacionais com a Mobgrafia (fotografia de celular).
Patrimônio em pontos de bordado
Não bastasse a tecnologia para disseminar e divulgar o trabalho do artista, um grupo de bordadeiras adotou os desenhos de Selister para retratar em seus trabalhos, o patrimônio pelotense. “O resultado ficou incrível”, segundo o artista, e pode ser conferido em um corredor específico durante a Fenadoce. A iniciativa é do Grupo Doces Linhas, que se reúne todas as quartas-feiras no Museu do Doce de Pelotas. O grupo de mulheres é liderado pela professora aposentada da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Maria Antonieta Dall Igna.
Redator: Tradição Regional
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