Quinta, 09 de julho de 2026, 10:12h
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Em Piratini, a noite de domingo (18) foi marcada pela solidariedade em prol da preservação ambiental e do palco da Sociedade Recreativa e Cultural 13 de Maio. Um trio de vozes de diferentes gerações atraiu e agradou aos que apreciam a música nativista e sul americana.
A juventude da pelotense Natália Hopke e o talento local de Maria Luiza Ferran, responsáveis pelas apresentações que encantaram o seleto público, serviram como aperitivo para a atração principal. A motivação do evento é em beneficio da Cooperativa de Reciclagem de Piratini, Coopiratini, a qual a renda obtida foi destinada e servirá para o conserto do telhado levado por um vendaval em setembro.
Dante Ledesma se mostrou acessível ao público presente, ao contrário da maioria dos artistas que preferem permanecer isolados do público até a hora da primeira nota musical. Enquanto aguardava sua vez, circulava entre os presentes de forma simples, atendendo a quem o requisitava.
Quando solicitamos que pousasse junto às cooperadas, imediatamente tomou duas delas nos braços e foi logo avisando: “temos que tirar a foto bem agarrados”. A frase provocou risos, mas serviu para acabar com a distância entre o artista e as fãs beneficiadas.
“Não pode haver diferenciação entre as pessoas. Sempre lutei para que mesmo reconhecido, famoso ou não, o ser humano não perca sua identidade, porque quando o homem perde isso, não tem direito de ser feliz”, declarou Dante.
Quanto à resposta positiva ao convite da família Saleh para tocar em Piratini, Ramon tornou público não só uma marca histórica, mas também, uma atitude nobre que até então preferia manter no anonimato, algo peculiar a quem pratica a verdadeira solidariedade. “São 28 anos que canto e desde o primeiro momento que subi aos palcos, em 1984, faço secretamente shows beneficentes, o que hoje não foi possível. Já foram nove mil apresentações e destas, algo em torno de três mil foram para ajudar” contou o artista, que disse ser grato ao pago gaúcho que o consagrou. “Vivo tranquilo e tenho liberdade e amigos. Aonde vou, alguém sempre abre a porta e vai me servindo um café e isso devo ao Rio Grande do Sul e ao Brasil” finaliza o artista.
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