Quarta, 08 de julho de 2026, 10:29h
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A eleição para eleger a nova Liga das Entidades Carnavalescas 2013/2015 foi cancelada. Minutos antes da abertura do processo, na noite de terça-feira (26), no auditório da Casa de Cultura, o surgimento de uma ata que estava guardada há 10 anos deu início à polêmica. O documento, apresentado por Mario Amorim, contesta as alterações no atual estatuto no que diz respeito a nominata dos fundadores da entidade reivindicando o reconhecimento dos fundadores que estão nominados na ata que reapareceu.
O documento que pediu a anulação da votação também colocou em questão que as entidades com direito a voto sejam todas aquelas participantes do carnaval 2013, sem exceções, tendo em vista a falta da relação dos associados devidamente registrados e documentação comprovando seus representantes legais. Após muitas discussões em um pequeno grupo o fato foi apresentado para as 40 pessoas que estavam no auditório e tendo em vista a discordância das chapas a respeito das reivindicações trazidas ao debate, o atual presidente Félix Alarcon anunciou o cancelamento da votação e afirmou que iria procurar assessoramento jurídico para avaliar o caso.
Questionado sobre a demora da aparição do livro ata, Mario Amorim, que integra o conselho fiscal na atual gestão, afirmou que nunca haviam solicitado o mesmo. Porém, durante o debate, um ex-presidente afirmou ter pedido tais documentos e devido ao fato de não ter aparecido foi feito um novo livro, o qual segue em poder da Liga até hoje.
De acordo com Liamar Silva, que concorre a presidência da Liga, o posicionamento de sua chapa é contrário a realização da votação.
“Para nós, a ata atual já produziu efeitos e eficácia, haja vista que com esta ata foram realizadas as duas eleições anteriores e o presente livro-ata que ressurgiu ,estranhamente, não foi entregue em 10 anos e quem o entregou deixou de informar em tempo hábil a sua existência, entendendo que houve o efeito surpresa”. Já o outro concorrente a presidência, Tiago Coimbra, afirmou que ficou sabendo do livro há dois atrás, quando foi em busca de informações detalhadas sobre os fundadores e sobre o estatuto em geral.
“Nós queremos que essas pessoas que são os reais fundadores tenham sim o direito ao voto, assim como todas as entidades que participaram do carnaval 2013, já que a relação de associados não está organizada. Quando nós tomamos conhecimento da ata à intenção era democratizar o processo de votação e mostrar que a parte administrativa da Liga não está organizada e esse é um dos motivos pelos quais queremos assumir a entidade”, observou. No início da próxima semana o atual presidente Félix Alarcon deverá anunciar a nova data e também a decisão sobre a polêmica das atas.
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