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Cultura e Turismo

22-05-2009

Museu Histórico Municipal Barbosa Lessa de Piratini


O Museu Histórico Municipal Barbosa Lessa em Piratini localiza-se à Rua Manoel Ricardo Lucas nº 22, funcionando de terça à sexta das 08h30 às 11h das 13h30 às 16h30. Aos sábados, domingos e feriados, o horário de visitação é das 14h30 às 16h30. Até hoje, segundo registros da Diretora Daniéle Amaral, o Museu já recebeu 7.687 visitantes em seus três anos de existência e uma média de 85 doações da comunidade e famílias do município. Sua fundação foi em uma das mais significativas datas da história da cidade: 06 de julho de 2006, fundação de Piratini, sendo ambos aniversários comemorados durante as festividades da Semana Municipal de Cultura. Tendo como um de seus objetivos o resgate e a preservação da história de Piratini, além do incentivo a estudos histórico-geográfico-sociais da cidade, o Museu Histórico Municipal Barbosa Lessa tem em seu acervo peças relacionadas à fundação da cidade e história do município. Essas peças vão desde a batina usada pelo Padre Reinaldo Wist em ocasiões especiais, armas usadas em revoluções, arte sacra, utensílios domésticos, arte indígena até instrumentos musicais. O interior do Museu exibe painéis onde a história é contada em etapas, que apresentam fatos importantes acontecidos desde o povoamento até fatos marcantes do atual milênio. Como não poderia deixar de ser, também há um painel com a foto e biografia ao piratiniense que deu nome ao Museu: Luis Carlos Barbosa Lessa. Sobre o Padre Reinaldo Wist Sua missão em Piratini foi decidida em 1936, por ele próprio e avalizada pelo então bispo de Pelotas, dom Antônio Zattera. Na época, um incêndio que destruiu completamente a Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição afugentou o vigário local, que partiu para Lavras do Sul. Ao chegar à cidade, a primeira medida tomada pelo padre, então com 29 anos, foi tocar a reconstrução da Igreja incendiada. Para realizar a obra, precisou vencer a resistência da comunidade, ainda temerosa por causa do inexplicável acidente. Três anos depois, obra foi concluída. Por várias vezes as comunidades das paróquias municipais deram provas públicas do carinho e admiração que tinham pelo padre Reinaldo Wist. A primeira foi quando a Diocese de Pelotas resolveu removê-lo de Piratini e a segunda quando morreu. Em 1953, o bispo Dom Antônio Zattera decide transferir o padre para a colônia Maciel, em Pelotas. Ao saber da notícia, a comunidade de Piratini revoltou-se. Foi preciso que o próprio Dom Zattera fosse até a cidade buscar o padre. Mesmo assim, relembram os mais velhos, o carro do bispo foi cercado pelos fiéis e foram necessárias várias horas de conversa para que o bispo conseguisse sair da cidade com o padre. Em 27 de janeiro de 1967, Wist viajava para Morro Redondo para celebrar uma missa, quando sofreu um ataque cardíaco. Mesmo socorrido para o hospital de Canguçu, o padre morreu. Sobre o piratiniense Barbosa Lessa: o gaúcho de Piratini não deve ser lembrado apenas por ter criado Negrinho do Pastoreio, mas por ser um dos definidores do que seria a música gaúcha. Nascido em Piratini no ano de 1929, foi alfabetizado e aprendeu datilografia, piano e teoria musical em casa, com a mãe. Aos 12 anos, em Pelotas, formou seu primeiro conjunto musical. Com 16, era repórter da Revista do Globo e já se interessava pela cultura gaúcha. Dois anos depois, com Paixão Côrtes, ajudava a criar o CTG 35, em Porto Alegre. Entre 1950 e 1952, sai com Paixão pela América do Sul a pesquisar e recolher elementos para construir o folclore gaúcho. Entre 1954 e 1974 morou em São Paulo trabalhando em publicidade, teatro, cinema e literatura, aproximou-se de intérpretes do centro do país. Foi nesta época que teve seu período de maior produção musical. A homenagem que lhe foi feita, batizando um Museu Municipal com seu nome, mostra o quanto o folclorista, músico e escritor continua orgulhando a cada dia seus conterrâneos piratinienses. Assessoria de Imprensa


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