Ter�a, 07 de julho de 2026, 19:35h
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8º Mental Tchê debateu a internação compulsória e a redução de danos, levando três mil pessoas ao Galpão Crioulo
Nos dias oito, nove e dez de maio, o Galpão Crioulo encheu-se de estudantes, usuários da rede de saúde mental, palestrantes, professores e profissionais, todos com o objetivo principal de debater a internação compulsória na oitava edição do Mental Tchê, evento voltado à saúde mental da região sul do Estado, que ocorre anualmente em São Lourenço do Sul. Este ano cerca de três mil pessoas compareceram ao evento, que teve como tema “Cuidar ou prender? Organizando o cuidado, revendo paradigmas”.
O debate principal falou sobre as alterações que ocorreram nos últimos meses, entre elas, a de que o dependente químico pode ser internado para tratamento sem o seu consentimento ou sem o consentimento de um juiz. Muitos especialistas têm falado sobre o assunto, considerando-o um retrocesso na construção de uma política de redução de danos e de um tratamento individual. São Lourenço do Sul é referência no assunto e desenvolve no município um programa voltado à humanização do usuário e sua inserção na sociedade, fazendo um tratamento individualizado por meio de CAP’s ad (álcool e drogas).
O evento também levantou debates sobre a luta antimanicomial, sobre a Reforma Psiquiátrica, bem como contou com rodas de conversa, apresentações culturais dos grupos integrantes e a 4ª Festa Psique Music.
Secretário Estadual da Saúde anunciou investimentos em CAPS 24 horas para São Lourenço
Um dos objetivos da Secretaria de Saúde e Bem Estar Social para o ano de 2013 era de que São Lourenço do Sul fosse contemplado com um CAPS-ad 24 horas, tendo em vista que atualmente o município conta com um Centro de Atenção Psicossocial de álcool e drogas que funciona em horário comercial. O objetivo parece ter sido atingido e o anúncio veio do Secretário Estadual da Saúde, Ciro Simoni, durante a abertura oficial do 8º Mental Tchê.
O foco na área de Saúde Mental e 2013 são justamente os CAPS-AD 24 horas e as unidades de acolhimento. O primeiro atende usuários que não precisam se desintoxicar durante o período da noite e o segundo funciona como uma moradia transitória aos dependentes químicos, também para desintoxicação.
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