Segunda, 06 de julho de 2026, 07:35h
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No calçadão da rua General Osório, Gilberto Gomes vende seus discos e conversa com amigos e fãs
Piratiniense, que começou a carreira em Canguçu, mantém trabalho independente, produzindo e comercializando seus próprios discos
Um dos maiores representantes da denominada música gaúcha de raiz está completando 37 anos de carreira. Natural de Ponte do Império, 5º distrito de Piratini, Gilberto Gomes se tornou o ídolo de muitos gaúchos que o identificam como sucessor de Gildo de Freitas.
O artista é um dos símbolos da resistência de um regionalismo autêntico, que não aderiu aos apelos da indústria cultural. Seus discos são todos independentes e comercializados diretamente por ele – de mão em mão – aos milhares de fãs. Entre as regiões Sul e Fronteira, o cantor mantém um roteiro para a realização de shows e, principalmente, para um contato direto com seu público. “Eu me orgulho de fazer esse tipo de trabalho. Gosto muito de manter esse contato com as pessoas”, relata o músico, que gravou seu primeiro disco, Velha Tapera, em 1997.
Em Canguçu, Gilberto Gomes elegeu o Calçadão da General Osório como seu ponto de parada. Periodicamente ele visita o município e expõe seus CDs em frente à Churrascaria do Alemão. Quem o conhece tradicionalmente pilchado e cantando músicas gauchescas não imagina que o começo da carreira foi através de um gênero musical bem diferente. “Comecei na música aos 16 anos, justamente em Canguçu. Era guitarrista da banda Os Planetários”, recorda o artista, que nessa época era influenciado pela geração da Jovem Guarda.
Com o tempo, veio a influência de músicos regionalistas, como Teixeirinha e Gildo de Freitas. A música Velha Tapera, de 1997, é considerada um de seus maiores sucessos. A simplicidade e o que chama de “gosto pelas coisas puras” são algumas de suas marcas como cantor, compositor e repentista.
Foi a semelhança com o estilo de Gildo de Freitas que o aproximou da família do cantor, já falecido. Quando gravou seu primeiro disco, Gilberto foi convidado a participar de um evento em homenagem a Gildo de Freitas. Desde então, se tornou praticamente um membro da família. “Tenho tanta amizade que a esposa dele, dona Carminha, me autorizou a gravar –Volta pra casa, menino. É uma música inédita. Infelizmente, o Gildo de Freitas faleceu antes de lançá-la”, relata.
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