Domingo, 05 de julho de 2026, 17:40h
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A reunião foi realizada no último dia 24, no gabinete do prefeito em Bagé
Na tarde de quinta-feira (24), o prefeito Cláudio Martins reuniu-se com o novo superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Estado (Iphan/RS), Eduardo Hahn, e a reitora da Universidade Federal do Pampa, Ulrika Arns, em seu gabinete em Bagé, para tratar de questões referentes ao projeto do Centro de Interpretação do Pampa. Também participaram do encontro a diretora de Patrimônio da Secretaria de Cultura e Turismo, Andréa Lima, e os pró-reitores de Obras, Planejamento e Extensão da Universidade.
Na oportunidade, o prefeito destacou que a finalização da obra de instalação do Centro de Interpretação do Pampa nas ruínas da Enfermaria Militar, incluindo conteúdo e mobiliário, foi elencada como uma das principais prioridades do município para o PAC2 - Cidades Históricas. “Temos atuado firmemente na recuperação do patrimônio cultural como vetor de desenvolvimento para a cidade e asseguramos os recursos necessários para a finalização desta obra, que é fruto de uma parceria entre a prefeitura, a Unipampa e o Iphan”.
Cláudio Martins ainda complementou que a obra trata-se de uma das principais estratégias para a valorização da comunidade do bairro Cerro da Pólvora e reiterou o compromisso de priorizar a pavimentação nas áreas de acesso e de entorno do prédio, que serão realizadas por meio de um programa de financiamento da Caixa Econômica Federal.
Entre as pautas, o prefeito ponderou junto a reitora se havia a necessidade de gradeamento da área do parque, prevista no projeto, por conta de uma solicitação da universidade. “Defendemos alternativas ao cercamento de forma que a população possa usufruir deste espaço, levando em conta as tradicionais relações da comunidade com o bem”.
Esta mesma posição já havia sido defendida, inclusive, pelo próprio arquiteto Marcelo Ferraz, autor do projeto, que afirmou que um projeto agregador, que tem como fim maior a convivência entre todos, não importando a classe social, o nível de escolaridade ou a faixa etária, não poderia ter barreiras ou cercas, sejam elas físicas ou imaginárias.
Diante do exposto pelo prefeito, a reitora afirmou que as grades foram projetadas a fim de proporcionar a segurança do prédio durante a noite e afirmou que durante o dia o espaço será aberto, inclusive aos finais de semana. A universidade comprometeu-se em revisar o projeto e abrir mais portões nas grades, priorizando, inclusive, as rotas dos trabalhadores que se deslocam entre o centro e o bairro e tradicionalmente cruzam o local.
Já Hahn tratou da necessidade de se investir em programas de educação patrimonial e atividades de extensão para a área, além do envolvimento do corpo docente e discente nesta nova etapa do projeto, já que envolvem a concepção dos conteúdos do prédio e devem contar com a colaboração dos diversos cursos que a universidade oferece. “Tratamos, primeiramente, de assegurar a consolidação das ruínas, nesta etapa da obra que já está em andamento. Temos agora o desafio de debater o seu uso, conteúdos, e as políticas que lá serão implantadas”, afirmou.
O município, a Unipampa e o Iphan reafirmaram a parceria e compactuaram em trabalhar firmemente para que a obra seja concluída se possível no ano de 2014.
Redator: Assessoria de Imprensa
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