Domingo, 05 de julho de 2026, 16:41h
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Sete anos se passaram, a vida conjugal foi reconstruída, mas o amor que prosperou por 36 anos e gerou um casal de filhos e quatro netas mantém a fidelidade ao ritual de celebração em datas especiais da duradoura união. Com esse pensamento, um dia antes do Dia de Finados, Sandra Darc retocava o jazigo da família Farias, onde seu companheiro, Gilbrail Farias, repousa há sete anos.
“Vim hoje porque gosto que quando amanheça já esteja tudo pronto, bonito” – resume a viúva, para logo a seguir declarar: “Ele me deu tudo de bom que tenho. Filhos lindos. Construímos tudo juntos. Tivemos desavenças sim, mas ele foi o grande amor da minha vida”.
Ela conta que, além da manutenção rotineira no túmulo da família, em outras datas especiais as homenagens se repetem. “Dia dos Pais, aniversário dele, enfim. Enquanto eu caminhar vou fazer isso e, por ser espírita e acreditar em vida pós morte, sei que um dia vamos estar juntos outra vez” diz Sandra.
Na véspera do dia em que os entes queridos são homenageados, a movimentação no Cemitério Municipal foi intensa. Aproveitando a tradição, os vendedores de flores, uns já tradicionais e outros de momento, ofertavam o principal artigo usado para decorar as sepulturas.
Ângela Neli Soares é das floristas antigas, e este ano postou sua tenda em frente ao cemitério, dois dias e meio antes do feriado. “Não posso reclamar, estamos vendendo bem”, resume Ângela que, assim como os demais, comercializou seus arranjos por no máximo três reais, proporcionando ainda renda à sua ajudante, Vanderléa Domingues.
Foto: Nael Rosa
Legenda: Sandra repete o ritual na véspera de Finados e nas datas especiais da família
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