Domingo, 05 de julho de 2026, 11:54h
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Professora de piano e canto há seis anos, Cristina Ribeiro também desenvolve Educação Musical para Séries Iniciais
Apresentações de canto, piano e violão fizeram parte do recital apresentado no dia 23 deste mês, no Cine Teatro Municipal. O evento foi realizado pela Escola de Música Dó Maior, pelo Colégio Franciscano Nossa Senhora Aparecida e pelo Espaço Cultural Acordes. Logo na abertura, foi apresentada uma teatralização musical sobre canções de protesto que marcaram a ditadura civil-militar no país. Artistas como Chico Buarque, Geraldo Vandré e Caetano Veloso, que tiveram composições censuradas durante o nefasto período de repressão, foram lembrados no evento. “Pensei que seria possível contar um pouco da História do Brasil através da música”, conta a professora de piano e canto Cristina Ribeiro, organizadora do evento.
Cristina é Bacharel em Música, com habilitação em Canto e Piano, fez pós-graduação em Educação Especial e Inclusiva e, atualmente, cursa Licenciatura em Artes. Ela explica que o recital teve a participação de mais de 20 alunos, de 7 a 18 anos, e que fazem parte das escolas organizadoras. O ingresso foi de um quilo de alimento não-perecível para doação ao Lar da Solidariedade.
Educação Musical para Séries Iniciais
Professora de canto e piano há seis anos, Cristina também atua no Colégio Aparecida, nas disciplinas de Libras, Piano e Educação Musical para Séries Iniciais. Entre os pequenos, os primeiros contatos com a música revelam momentos de puro encantamento. “Eles ficam impressionados quando descobrem que a música não é apenas o canto. Passam a ter contato com o ritmo, com o próprio corpo. Trabalhamos coisas simples, como o que é um som alto, o que é som grave. Eles descobrem que música não é só aquilo que se ouve no rádio. Música também é silêncio”, explica.
Música que nasce a partir de sucatas
A professora leva em conta que nem todos os alunos têm condições de comprar um instrumento musical. A alternativa para isso vem de uma ação que mistura música, trabalho social e preocupação ambiental: os estudantes aprendem a produzir os próprios instrumentos a partir de materiais recicláveis. “O chocalho é feito com uma lata que tenha tampa. Se põe pedra, fica um som; se coloca milho, fica outro. Descobrimos o timbre conforme o material usado”.
As criações não param por aí. Balde e lona se transformam em tambor. Lata de goiabada e tampinha de garrafa viram pandeiro. O cabo de vassoura dará som ao pau de rumba e o reco-reco é feito a partir de canos de PVC. “Tem também o coquinho, que é um instrumento feito com duas metades do próprio coco. Era bastante usado no samba, quando o pessoal não tinha muitos instrumentos”, recorda a professora. Os instrumentos foram construídos por alunos do Colégio Aparecida e do Coral da Associação Educacional e Cultural Canguçuense (AECC).
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