27-10-2010
Pesquisa do IBGE aponta índices de empreendedorismo
Estudo inédito da Demografia das Empresas, feito a partir do Cadastro Central de Empresas do IBGE e dos Indicadores de empreendedorismo da OCDE, detectou que, em 2008, havia 30.954 empresas de alto crescimento no país. Elas representavam 8,3% das empresas com 10 ou mais pessoas assalariadas e foram responsáveis pela geração de 2,9 milhões empregos formais entre 2005 e 2008. Isso equivale a 57,4% do total de 4,9 milhões de empregos criados no período.
Outro dado revela a importância das empresas de alto crescimento para a economia do país: entre 2005 e 2008, o número de postos de trabalho assalariados oferecidos por elas cresceu 173,7%, o que equivale, em média, a mais 98,4 assalariados em cada empresa de alto crescimento. No mesmo período, o pessoal assalariado no conjunto das empresas brasileiras aumentou 22,2%. A seguir, as principais informações da Demografia das Empresas 2008.
Entre 2007 e 2008, entraram 889,5 mil empresas e saíram 719,9 mil empresas no mercado
Em 2008, havia 4,1 milhões de empresas ativas no país, que ocuparam 32,9 milhões de pessoas, sendo 27,0 milhões (82,2%) assalariadas e 5,9 milhões (17,8%) sócios ou proprietários. Os salários e outras remunerações pagos no ano totalizaram R$ 434,4 bilhões, e o salário médio mensal, R$ 1.255,95, o que equivale a 3,1 salários mínimos médios mensais.
A idade média das empresas ativas era de 9,7 anos.
Do total de empresas ativas, 78,2% (3,2 milhões) eram sobreviventes, 21,8% eram entradas (889,5 mil), desmembradas em 13,7% de nascimentos (558,6 mil) e 8,1% de reentradas (330,9 mil), enquanto as saídas somavam 17,7% (719, 9 mil empresas).
Empresas de maior porte têm maiores taxas de sobrevivência
Existe uma relação direta entre o porte das empresas e a taxa de sobrevivência. Enquanto entre as empresas sem pessoal assalariado somente 67,6% são sobreviventes, nas empresas com 1 a 9 pessoas esta taxa sobe para 89,2% e para as empresas com 10 ou mais pessoas ocupadas foi de 96,0%.
Por sua vez, nos movimentos de entrada (nascimentos e reentradas) e saídas, a relação é inversa: as taxas mais elevadas foram observadas entre as empresas sem empregados, 19,0%, 13,4% e 29,1%, respectivamente. As empresas com 1 a 9 pessoas assalariadas apresentaram um patamar inferior nestes eventos, 8,4%, 2,3% e 4,9%, respectivamente.
Comércio; reparação de veículos é a atividade com mais entradas e saídas de empresas
As atividades econômicas que mais se destacaram a partir do total de 889,5 mil empresas que entraram e de 719,9 mil que saíram foram Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas com 444,1 mil e 380,4 mil empresas (49,9% e 52,8%), Indústrias de transformação com 68,7 mil e 59,6 mil (7,7% e 8,3%) e Alojamento e alimentação com 63,0 mil e 51,6 mil (7,1% e 7,2%), respectivamente.
A taxa de entrada das empresas do mercado em 2008 foi de 21,8%.
Por atividade econômica, as maiores taxas de entrada foram observadas em Eletricidade e gás (30,2%), Artes, cultura, esporte e recreação (29,3%) e Construção (28,7%) e as menores em Saúde humana e serviços sociais (17,5%), nas Indústrias de transformação (16,9%) e nas Indústrias extrativas (19,4%).
Por sua vez, a taxa de saída das empresas foi de 17,7% com as maiores taxas observadas em Outras Atividades de serviços (22,0%), Artes, cultura, esporte e recreação (21,4%) e Informação e comunicação (20,4%) e as menores em Saúde humana e serviços sociais (11,4%), Organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais (11,8%) e Eletricidade e gás (12,0%).
Assessoria de Imprensa
Pesquisa do IBGE aponta índices de empreendedorismo