01-11-2010
Entidades e lideranças debatem pecuária orgânica em Jaguarão
Os desafios da pecuária orgânica na região Sul foram tema de Seminário realizado na manhã da sexta-feira (29), no Parque do Sindicato Rural de Jaguarão. O Seminário de Pecuária Orgânica, promovido pela Emater/RS-Ascar, Prefeitura e Sindicato Rural, recebeu apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e reuniu lideranças que discutiram temas como políticas públicas, aspectos técnicos, mercado, perspectivas, exigências sanitárias e legislação.
Produtos como carne, mel, lã e leite poderão ser classificados como orgânicos desde que o manejo dos animais cumpram as regras estabelecidas por entidades internacionais sobre produção orgânica de alimentos.
Entre elas estão o respeito ao bem-estar animal, tratamentos sanitários que não agridam o ambiente e produção de insumos também de forma orgânica.
A coordenadora do Grupo de Trabalho Nacional de Produção Animal Orgânica do Ministério da Agricultura, �?ngela Escosteguy, explicou que a produção orgânica é preventiva, diferente da produção convencional, que é curativa. �??Produzir organicamente é uma opção, mas quem quiser comercializar seus produtos tem que se adequar às normas�?�, informou.
Ela disse ainda que certifica-se, não o produto em si, mas o sistema de produção como um todo, organizado, observando-se os aspectos técnico, ambiental e social.
Dentro de um sistema orgânico devem ser considerados fatores de produtividade, bem-estar animal, manejo, alimentação e as questões terapêuticas.
Esse sistema combate o parasita na fase de vida livre, ou seja, fora do animal, tendo como grande ferramenta a rotação de pastagens.
�?ngela também falou da legislação que integra as produções animal e vegetal. �??Para o produtor adquirir o selo, em primeiro lugar tem que ser certificado.
A produção de carne orgânica está iniciando no Rio Grande do Sul. Mudar o sistema é um pouco oneroso, porém o custo de produção em si é menor e agrega valor ao produto, pois a qualidade é superior�?�, concluiu.
Luiz Albino, também do Ministério da Agricultura, falou sobre as exigências sanitárias para a comercialização de produtos orgânicos de origem animal. Já a assistente técnica regional da Emater/RS-Ascar, Sônia Desimon relata que a instituição pretende ampliar seus trabalhos na área de orgânicos, principalmente em função de suas características de produção.
�??A base da economia na nossa região é a pecuária, e já possui as características necessárias para ingressar nesse nicho, como as ambientais e a produção extensiva. A procura por orgânicos vem crescendo bastante, então em muitos casos esta transição pode ser vantajosa�?�, diz.
A partir do debate realizado no Seminário de Pecuária Orgânica, as lideranças e entidades envolvidas com o tema acordaram pela divulgação das normas para adaptação dos produtores e o diagnóstico das potencialidades e desafios de cada município. A ideia é constituir uma rede de apoio à adoção da prática e incentivar produtores a testarem sistemas orgânicos.
Assessoria de Imprensa
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