21-03-2011
�? espera de preços melhores, fumicultores atrasam entrega do produto no Rio Grande do Sul
O rigor da indústria na classificação do fumo está provocando atraso na entrega da matéria-prima por parte dos fumicultores do Rio Grande do Sul. Os produtores estão à espera de um preço melhor para repassar o produto, que terminou de ser colhido em fevereiro.
De acordo com a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco, apenas 20% da produção no Sul foi repassada às indústrias até agora. No ano passado, nesse mesmo período, o volume vendido já chegava a 30%. O presidente da Câmara, Romeu Schneider, destaca que o câmbio desfavorável e a alta produtividade da safra, de cerca de duas toneladas por hectare, são os principais fatores para esse resultado negativo.
A classificação tem sido usada pela indústria para baixar o preço pago ao produtor.
�??Nos últimos 10 anos, as indústrias vinham sendo mais tolerantes na classificação. Como a diferença de preço entre uma classe de tabaco e outra é grande, o produtor é que acaba pagando pela desclassificação�?�, explica Schneider.
Em assembleia realizada em Santa Cruz do Sul nesta segunda (21), cerca de cinco mil fumicultores discutiram o preço do tabaco nesta safra. �??Nós não estamos satisfeitos com aquilo que a indústria está fazendo conosco. Não aceitamos que as indústrias façam um acordo e depois não o cumpram. O produto é o mesmo ou até melhor que a safra do ano passado, mas o preço é menor�?�, disse presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Suln (Fetag), Elton Weber, durante o seu discurso.
Explicando a situação, o presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Benício Werner, citou no encontro a diminuição da arrecadação do município de Vale do Sol (RS), que produz cerca de 13,9 mil toneladas de fumo a cada safra. Se o valor médio fosse praticado, seriam arrecadados R$ 9,3 milhões. Entretanto, se o preço atual for praticado, essa arrecadação será reduzida em cerca de R$ 14,8 milhões. �??Vão faltar recursos para o comércio e para investimentos nos município�?�, encerrou Werner.
Produtores queimam fumo em protesto no Sul do país
Milhares de produtores de fumo protestaram no fim da manhã desta segunda (21), na região do Vale do Rio Pardo, no Rio Grande do Sul. Eles pedem o fim das Consultas Públicas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e menor rigor na classificação da safra. �?s margens da rodovia RSC-287, em Candelária (RS) uma pilha de fumo seco foi queimada em protesto contra as resoluções, que restringem o plantio de tabaco e a venda de seus derivados.
O protesto na rodovia reuniu centenas de produtores e deixou o trânsito lento no trecho por cerca de uma hora. No fim da manhã, os cerca de cinco mil fumicultores que estavam reunidos no Ginásico Poliesportivo, em Santa Cruz do Sul (RS), saíram em caminhada pelo centro da cidade até a sede do Sinditabaco. Eles carregam cartazes e gritam por melhores preços e pelo fim das Consultas Públicas da Anvisa sobre o tabaco.
Com informações do Canal Rural
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