Ter�a, 30 de junho de 2026, 06:13h
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Ainda não existe expectativa de retorno à normalidade segundo funcionários dos postos entrevistados
Automóveis formaram filas de quarteirões; gasolina terminou em pouco tempo
As três abastecedoras de combustíveis da cidade ficaram lotadas desde o meio da tarde de terça-feira (24), quando espalhou-se a notícia de que a manifestação na BR-293 estaria impossibilitando que os caminhões reabastecessem as bombas dos postos.
Como previsto pelos condutores, rapidamente a gasolina foi esgotando-se e no início da noite. A Abastecedora de Combustíveis GKS já encontrava-se sem gasolina comum, o que obrigou dezenas de motoristas a colocaram gasolina aditivada em seus automóveis.
A fila de veículos chegou ao final da quadra, porém situação pior ainda ocorria no outro lado da cidade, no Posto Charrua, onde a fila ultrapassava a quadra e já impedia o tráfego de outros automóveis que não tivessem o intuito de abastecer.
O condutor Lucas Macedo, de 23 anos, disse ter ouvido que a gasolina acabaria às 22h e não deixou para abastecer na última hora. "Ninguém quer ficar sem gasolina, então optei por vir e encher o tanque", justificou.
Motorista que traz o combustível da cidade de Pelotas, Luismar da Silva Furtado, de 53 anos, elucidou que após a decisão judicial o bloqueio foi terminado, porém a ação dos manifestantes continuou. "Eles ficam em pontos estratégicos e ameaçam quem tenta passar. A melhor decisão foi permanecer sem trabalhar neste momento", alegou Furtado.
Ainda não existe expectativa de retorno à normalidade segundo funcionários dos postos entrevistados. Todavia, sabe-se que uma abastecedora permaneceu com um pequeno estoque de gasolina, apenas para veículos oficiais de segurança e saúde pública.
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