Ter�a, 30 de junho de 2026, 00:00h
Home Economia
Representantes do setor do tabaco participaram na última quarta-feira (18), em Brasília, da Reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco. O evento realizado na sede do Ministério da Agricultura contou com a participação do presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Iro Schünke, que fez uma análise das exportações brasileiras de 2014 e apontou os progressos quanto à certificação da Produção Integrada (PI Tabaco).
Segundo Schünke, a redução da demanda, o aumento da produção em países concorrentes, os custos com entraves burocráticos e de logística, bem como o crescente aumento nos preços de insumos, energia e mão-de-obra, enfraqueceram a competitividade do tabaco no mercado mundial, acarretando em uma queda de 24% nas exportações em comparação com o ano anterior. "Mesmo com a redução nos embarques, o Brasil continua sendo o maior exportador de tabaco no mundo e o segundo maior produtor. No Rio Grande do Sul, o produto representou mais 10% do total das exportações; em Santa Catarina, 6%", sinalizou o executivo.
Em 2015 o setor estará envolvido com um projeto-piloto que deverá ser um diferencial competitivo para produtores e empresas brasileiras. Trata-se da Produção Integrada do Tabaco (PI Tabaco), que recentemente capacitou profissionais para acompanhar a implementação do projeto-piloto. "A adesão por parte dos produtores e da indústria é voluntária, caracterizando-se como um diferencial competitivo. Já temos empresas e produtores interessados e o projeto-piloto será iniciado este ano", afirma o presidente do SindiTabaco, Iro Schünke.
Contrabando
O mercado ilegal foi outro tema debatido na reunião e preocupa as lideranças da cadeia produtiva: caso dos cigarros, o contrabando superou o patamar de 31% do mercado brasileiro em 2014, o que equivale a uma evasão fiscal de R$ 4,5 bilhões. "Sabemos do esforço da Receita e da Polícia Federal no sentido de coibir ações ilícitas. O Brasil é grande em fronteiras e outras ações são necessárias para frear o problema", avalia Schünke. As ações propostas pelo Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP) e o Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO) foram consideradas muito importantes para que o país possa avançar no combate ao contrabando.
Redator: Assessoria de Imprensa
Fechar X
Fechar X
Av. Imperador Dom Pedro I, 1886, sala 1 - Bairro Fragata - CEP: 96030-350 - Pelotas/RS
E-mail: [email protected] / Telefone: (53) 3281 1514
© Todos os direitos reservados